quarta-feira - 15 de agosto, 2007
Dia da Assunção
Hoje celebramos a Assunção de Maria ao Céu. Liturgicamente é uma solenidade, uma festa importante e cá em Portugal é também feriado, religioso, mas feriado, tão importante que até os que não acreditam nestas coisas não trabalham neste dia.
Como o dia de hoje equivale o domingo comecei o dia com a celebração da missa das 9, a homilia foi um pouco murcha porque só depois da missa é que tomo o café (aos domingos sempre acompanhado de um pastel de nata) e aí é que desperto verdadeiramente.
Ontem estive com o meu primo que mora nos states e que veio cá passar uns dias, depois de uma carrada de anos sem vir cá, e por isso estivemos na conversa até às tantas, regada por um porto velho e a tradicional broa doce.
Voltando ao dia de hoje: antes da missa da dez e quinze passei pelo quiosque para comprar A Bola. Bolas, o Benfica está cada vez pior, se não fosse o ancião do Rui Costa... É preciso alguém que dê motivação e vigor aos jogadores. Até simpatizo com o Fernando Santos, mas sempre tive a opinião que era um treinador macio, que não consegue espremer os jogadores como o Mourinho, ou o Camacho.
A missa das onze e meia é sempre na Igreja Paroquial, e hoje celebrámos a senhora da boa morte, uma invocação popular relacionada com a assunção de nossa senhora. A imagem é a de Nossa Senhora jacente numa urna com a forma de barco (aqui podem ver uma imagem). Há uma pequenina capela com esta invocação junto ao Lar do centro Social. Na véspera do dia 15 fazemos uma procissão com a imagem para a Igreja Paroquial. No dia da assunção, no fim da missa, fazemos uma nova procissão com a imagem de regresso à sua capelinha.
Hoje, quando foi chegado o momento de iniciar a procissão, no fim da missa, os 3 homens que levavam a cruz a as lanternas que abriam a procissão fizeram-me sinal: está a chover, o que fazemos? Vem lá pusemos pés ao caminho, as costas à chuva, na certeza que a boa mãe não nos deixaria constipar, desde que, rapidamente, pudéssemos trocar de roupa. O que me valeu foi que com a casula e a alva, acabei por não me molhar muito.
À uma foi hora de presidir a um casamento, que para variar até foi bastante participado por todos os convidados: são poucas as vezes em que ouvimos os participantes a responder à missa. Acabei por ir almoçar a convite dos noivos.
Mas o dia não acabou por aqui, às cinco da tarde fiz um funeral. Como é dia solene, não podes ser celebradas missas de defuntos, mesmo a missa de corpo presente, mas não pensem que a celebração das exéquias foi feita em cinco minutos, nada disso. Houve a celebração da palavra com a distribuição da sagrada comunhão e depois as exéquias propriamente ditas.
Regressado a casa foi tempo de descansar um pouco e jantar com a família. Intés.