sexta-feira - 20 de outubro, 2006
Referendo
Sempre vai haver referendo sobre o Aborto.
Ontem Assembleia da República aprovou a pergunta que vai ser feita aos portugueses: se concordam com a despenalização do aborto realizado por opção da mulher até às 10 senamas, alargando assim as condições legais para isso.
A conferência episcopal hoje acaba de publicar uma nota pastoral em que reafirmam as razões para continuar a defender a vida antes do nascimento.
Se já há uma lei que permite o aborto em certas circunstâncias, este novo referendo, por mais que os políticos digam que não, é a liberalização do Aborto se realizado ás 10 semana, porque não põe limites nenhuns a isso.
Resumindo as conclusões na nota:
1 - O ser humano está todo presente desde o início da vida, quando ela é apenas embrião.
2 - A legalização não é o caminho adequado para resolver o drama do “aborto clandestino”, que acrescenta aos traumas espirituais no coração da mulher-mãe que interrompe a sua gravidez, os riscos de saúde inerentes à precariedade das situações em que consuma esse acto.
3 - Não se trata de uma mera “despenalização”, mas sim de uma “liberalização legalizada”.
4 - O aborto não é um direito da mulher. Ninguém tem direito de decidir se um ser humano vive ou não vive, mesmo que seja a mãe que o acolheu no seu ventre.
5 - O aborto não é uma
questão política, mas de direitos fundamentais.