Category Image O Reino de Deus - 1º Domingo da Quaresma


São maravilhosos os novos tempos em que vivemos, entrámos no futuro: estamos no terceiro milénio, o homem descodificou o seu código genético. Finalmente o livro da vida foi aberto, parece que finalmente a ciência destronou Deus. Mas será mesmo assim? Descobrimos o livro da vida mas ainda não sabemos lê-lo, nem sequer perceber o que ele quer dizer. A vida ainda continua a ser um segredo que só deus detém.

No início desta quaresma é-nos apresentada também a quaresma de Jesus: os seus quarenta dias de preparação para os seu ministério de anímico do reino de Deus. Ao longo destes dias ele foi sendo tentado. Uma das tentações continua a ser frequente nos dias de hoje: “Dar-te-ei todo este poder, e a glória destes reinos se te prostrares para me adorares.” O poder e a glória continua a ser a ambição de muitos homens, sobretudo quando lhes é prometido o poder de criar. Ultimamente têm aparecido cada vez mais notícias sobre a clonagem de serem humanos, que juntamente com a decifração do genoma humano, começam a criar nas pessoas a ideia de que finalmente podemos ser iguais a Deus: criar um homem a partir do nada.

Terrível tentação esta, que tem acompanhado os homens ao longo da sua história, desde as suas origens: ser iguais a Deus, tornar Deus uma realidade dispensável.

Mas, apesar de todo o conhecimento dos homens, há sempre coisas que faltam. No Livro do Deuteronómio é dito que a libertação da escravidão só é possível com a ajuda de Deus, que do alto acompanha e vela por todos os homens: “O Senhor ouviu a nossa voz, olhou para a nossa aflição.” Apesar de todo o mal quer está à nossa volta o senhor continua a ser a nossa força, sobretudo para aqueles que estão conscientes desse facto.

Como diz S. Paulo aos Romanos: “Se com os lábios confessares que Jesus é o Senhor, se com o coração acreditares que Deus o ressuscitou dos mortos serás salvo.” É certo que não basta dizer que acreditamos, mas o acreditar com o coração significa transferir essa fé para cada momento da nossa vida, significa viver com a consciência de que o mundo de Cristo é mais absoluto que aquilo que nos rodeia.

No fundo é viver sem dar importância às coisas deste mundo, mas perceber que elas são apenas caminho para alcançarmos Deus, o absoluto que é a verdadeira fonte da vida. É isso que os cientistas ainda não conseguiram descobrir: será que um clone tem alma? Será que se pode clonar uma alma?


Entrada: domingo - 25 de fevereiro, 2007 às 17:54