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As relações
Brasil-Angola têm profundas raízes históricas
e culturais, pois grande parte da população
brasileira tem sangue angolano. Quanto às relações
políticas modernas, são exemplares. O Brasil
foi o primeiro país a reconhecer a independência
de Angola, precisamente à meia-noite do dia 11 de novembro
de 1975. Desde então, tem estado presente em numerosas
atividades pelo país a dentro.
Para Angola, vieram filiais de grandes empresas brasileiras
como a Construtora Norberto Odebrecht e Furnas, bem como a
maior estatal do Brasil, a Petrobras. Paralelamente, existe
importante parceria político-diplomática, sobretudo
no âmbito do Conselho de Segurança das Nações
Unidas.
O objetivo final é que haja investimento brasileiro
em Angola, mas também que haja investimentos angolanos
no Brasil. É esse o encanto e a beleza da relação
sul-sul. É uma via de duas mãos. Angola está
se desenvolvendo, está crescendo e essa relação
bilateral ainda irá render novos frutos em função
do grande dinamismo angolano, apoiado nos recursos hídricos,
agrícolas e energéticos em que o país
é pródigo. E, como se diz aqui na África,
estamos juntos nesse percurso. |