ANGOLEIRA – NGOLELA
Exposição de 12 obras em acrílica sobre tela, da pintora brasileira Suzana Duarte
Abertura dia 17 de Fevereiro de 2005 na Casa de Cultura Brasil - Angola
O projecto
Suzana Duarte é baiana e colaboradora do Candomblé de Angola. Em sua terra, costuma-se dizer que todo adepto deste culto, levado ao Brasil pelos escravos de origem Bantu, é angoleiro. Suzana é portanto uma "angoleira", expressão que aliás também traduz uma saudação à Dandalunda Inkisi, divindade que no Candomblé de Angola representa as águas, a fertilidade e a força feminina.
Angoleira – Ngolela foi concebido e nasceu em Luanda, após uma gestação de exactos nove meses - Abril a Janeiro – período em que a artista está a morar nesta cidade. Trata-se de um projecto que traz o seu olhar sobre a Angola presente no Brasil e um pouco do Brasil presente em Angola, fixado em telas pintadas lá e cá. São os Inkisis e as diversas Dandalundas, mulheres, guerreiras a zungar pelas ruas de Luanda, numa obra que revela o universo “angoleiro” da angoleira Suzana Duarte.
A artista
Suzana Duarte é publicitária, com 18 anos de experiência em diversas agências de propaganda no Brasil e actualmente exerce uma consultoria em criação e atendimento na Orion Marketing, Publicidade e Produção em Luanda.
Graduada em artes plásticas, retomou a pintura em 2000, com uma exposição individual na Casa de Angola, em Salvador, Bahia, intitulada “INKISIS” - divindades do panteão Angola - , a partir de breve passagem neste País. Desde então, está a desenvolver a sua própria técnica em acrílica sobre tela, e a expandir a temática das divindades Bantu e suas relações com o comportamento humano e cultural.
Expor a sua obra em Angola é o seu mais profundo jeito de retribuir esse universo apreendido e dignificar a sabedoria de um povo que formou, construiu e colaborou com o que é hoje, a cultura brasileira.
O evento
O evento de abertura da exposição contará com um serviço de coquetel para 100 pessoas, seleccionadas entre os segmentos de interesse – autoridades, artistas, empresários, produtores, jornalistas habitualmente convidados pela Casa de Cultura, para além de nomes indicados pelo patrocinador, velhos e novos amigos.
Na oportunidade, haverá um breve show do cantor bakongo Wyza, que irá mostrar aos presentes um pouco do kilapanga, ritmo da sua etnia, quase desconhecido em Luanda.