Compasso a compasso,
palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.
Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.
Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.
Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira.
Penélope
(David Mourão-Ferreira)
Mais do que
um sonho: comoção! sinto-me tonto,
enternecido, quando, de noite, as minhas
mãos são o teu único
vestido.
e recompões com essa
veste, que eu, sem saber, tinha
tecido, todo o pudor que
desfizeste como uma teia sem
sentido; todo o pudor que
desfizeste a meu
pedido.
mas nesse manto que
desfias, e que depois voltas a
pôr, eu reconheço os melhores
dias do nosso
amor.
Penelope's
Song (Loreena McKennitt)
Now that the
time has come Soon gone is the
day There upon some distant
shore You'll hear me
say Long as the day in the summer
time Deep as the wine-dark
sea I'll keep your heart with
mine Till you come to
me There like a bird I'd
fly High through the
air Reaching for the sun's full
rays Only to find you
there And in the night when our dreams are
still Or when the wind calls
free I'll keep your heart with
mine Till you come to
me Now that the time has
come Soon gone is the
day There upon some distant
shore You'll hear me
say Long as the day in the summer
time Deep as the wine-dark
sea I'll keep your heart with
mine. Till you come to
me
Paraíso
(David Mourão-Ferreira)
Deixa ficar
comigo a madrugada, para que a luz do Sol me
não constranja. Numa taça de sombra
estilhaçada, deita sumo de lua e de
laranja.
Arranja uma pianola, um disco, um
posto, onde eu ouça o estertor de uma
gaivota... Crepite, em derredor, o mar de
Agosto... E o outro cheiro, o teu, à minha
volta!
Depois, podes partir. Só te
aconselho que acendas, para tudo ser
perfeito, à cabeceira a luz do teu
joelho, entre os lençóis o lume do teu
peito...
Podes partir. De nada mais
preciso para a minha ilusão do
Paraíso.
Paradise
(Sade Adu)
I'd wash the sand off the
shore Give you the world if it was mine
Blow you right to my door
Feels fine
Feels like
You're mine
Feels right
So fine I'm
yours You're mine
Like paradise
I'd give you the world if it was mine
Feels fine
I'd wash the sand off the shore
Give you the world if it was mine
Blow you right to my door
Feels fine
Feels like
You're mine
Feels right
So fine I'm
yours You're mine
Like paradise
Oooh what a life
Oooh what a life
Oooh what a life
Oooh what a life
I wanna share my life
Wanna share my life with you
Wanna share my life
Oooh what a life
Like paradise
Presídio
(David Mourão Ferreira)
Nem todo o
corpo é carne… Não, nem
todo. Que dizer do pescoço, às vezes
mármore, às vezes linho, lago, tronco
de árvore, nuvem, ou ave, ao tacto sempre
pouco…?
E o ventre, inconsistente
como o lodo?… E o morno gradeamento dos
teus braços? Não, meu amor… Nem
todo o corpo é carne: é também
água, terra, vento,
fogo…
É sobretudo à
despedida; onda de pedra em cada
reencontro; no parque da memória o
fugidio
vulto da Primavera em pleno
Outono… Nem só de carne é feito
este presídio, pois no teu corpo existe o
mundo
todo!
Prison
Song (Graham Nash)
One day a friend took
me aside and said I have to leave
you for buying something from a
friend they say I've done
wrong for protecting the name of a
man they say I'll have to leave
you, so now I'm bidding you
farewell for much too
long. And here's a song to
sing, for every man
inside, if he can hear you
sing it's an open
door. There's not a rich man
there, who couldn't pay his
way and buy the freedom that's a high
price for the
poor. Kids in
Texas smoking
grass, ten year
sentence comes to
pass Misdemeanor in
Ann Arbor, ask the
judges Why? One
day a friend said to her kids I'm gonna have to
leave you for selling something to the
man I guess I did
wrong and although I did the best I
could I'm gonna have to leave
you so now I'm kissing you
farewell for much too
long. And here's a song to
sing, for every man
inside if he can hear you
sing it's an open
door. There's not a rich man
there who couldn't pay his
way and buy the freedom that's a high
price for the
poor.
… subo
por ti de ramo em ramo, respiro rente à tua
boca, abre-se a alma à língua,
morreria agora se mo pedisses,
dorme, nunca o amor foi fácil,
nunca, também a terra
morre.
Com
amizade: Davy Spillane, Secret Garden, Capercaillie, Jeff Johnson, Loreena
McKennitt, Sade Adu, Graham Nash, David Mourão-Ferreira e
José-António
Moreira
Sejam felizes!,
pelo menos, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos
próximos dias… no resto das vossas vidas, se forem
capazes!
And in the
end the love you'll
take is equal to the love you
make
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast – qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
O SONS da ESCRITA é um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' são sites que acolhem listagens de Podcasts, a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Agora, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a colecção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'