Compasso a compasso,
palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.
Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.
Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.
Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira.
Tentei
fugir da mancha mais escura (David
Mourão-Ferreira)
Tentei fugir da
mancha mais escura que existe no teu corpo, e
desisti. Era pior que a morte o que
antevi: era a dor de ficar sem
sepultura.
Bebi entre os teus flancos a
loucura de não poder viver longe de
ti: és a sombra da casa onde
nasci, és a noite que à noite me
procura.
Só por dentro de ti há
corredores e em quartos interiores o cheiro a
fruta que veste de frescura a
escuridão...
Só por dentro de ti
rebentam flores. Só por dentro de ti a
noite escuta o que me sai, sem voz, do
coração.
Look
me in the heart (Tina Turner)
Last night
we tried to touch but we never got close Last
night we tried to talk, the words got caught in our throats
When we finally fell asleep
We couldn’t have been further apart
Look me in the heart
If you think that love is blind
Baby look me in the heart
And you’ll see that I’m so crazy
about you baby And it’s not in my mind
Can’t you look me in the heart
Look me in the heart
You try to say that I’m hiding
from you You act like a spy always looking for
clues You’ve read about my past
But why don’t we try to make a new start
Look me in the heart
If you think that love is blind
Baby look me in the heart
And you’ll see that I’m so crazy
about you baby And it’s not in my mind
Can’t you look me in the heart
Look me in the heart
Remember how good we used to be together
Remember baby, so be tender baby
Remember the love we said would last forever
I know we can make it like that
again
E
por vezes as noites duram meses (David
Mourão-Ferreira)
E por vezes as
noites duram meses E por vezes os meses
oceanos E por vezes os braços que
apertamos nunca mais são os mesmos E por
vezes
encontramos de nós em poucos
meses o que a noite nos fez em muitos
anos E por vezes fingimos que
lembramos E por vezes lembramos que por
vezes
ao tomarmos o gosto aos
oceanos só o sarro das noites não dos
meses lá no fundo dos copos
encontramos
E por vezes sorrimos ou
choramos E por vezes por vezes ah por
vezes num segundo se envolam tantos
anos.
Time
(Alan Parsons Project)
Time
Flowing like a
river Time
Beckoning
me Who knows when we shall meet
again If
ever But
time Keeps flowing like a
river To the
sea
Goodbye my love
Maybe for
forever Goodbye my
love The tide waits for
me Who knows when we shall meet
again If
ever But
time Keeps flowing like a river (on and
on) To the sea, to the
sea
Till it's gone
forever Gone
forever Gone
forevermore
Goodbye my friends (goodbye
my love, now I must leave) Maybe for
forever Goodbye my friends (who knows when we
shall meet again) The stars wait for
me Who knows where we shall meet
again If
ever But
time Keeps flowing like a river (on and
on) To the sea, to the
sea
Till it's gone
forever Gone
forever Gone
forevermore
Forevermore Forevermore Forevermore
Crepúsculo
(David Mourão-Ferreira)
É quando
um espelho, no quarto, se enfastia;
Quando a noite se destaca
da cortina;
Quando a carne tem o travo
da saliva, e a
saliva sabe a carne dissolvida;
Quando a força de vontade
ressuscita;
Quando o pé sobre o sapato
se equilibra...
E quando às sete da tarde
morre o dia -
que dentro de nossas almas se ilumina,
com luz lívida, a palavra
despedida.
Long
goodbyes (Camel)
Down by the
lake a warm afternoon
- breezes carry children's
balloons. Once upon a
time, not long
ago, she lived in a house by the
grove. And she recalls the
day, when she left
home...
Long
good-byes, make me so
sad. I have to leave right
now. And though I hate to
go, I know it's for the
better. Long
good-byes, make me so
sad. Forgive my leaving
now. You know I'll miss you
so and days we spent
together.
Long in the
day moon on the rise
- she sighs with a smile in her
eyes. In the
park, it's late
afterall, she sits and stares at the
wall. And she recalls the
day, when she left
home...
Cala-te,
a luz arde entre os lábios, e o amor
não contempla, sempre o amor procura,
tacteia no escuro, essa perna é tua?, esse
braço?
Com
amizade: Davy Spillane, John Barry, Luis Delgado & Javier Bergia, Corciolli,
Tina Turner, Alan Parsons Project, Camel, David Mourão-Ferreira e
José-António
Moreira
Sejam felizes!,
pelo menos, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos
próximos dias… no resto das vossas vidas, se forem
capazes!
And in the
end the love you'll
take is equal to the love you
make
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast – qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
O SONS da ESCRITA é um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' são sites que acolhem listagens de Podcasts, a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Agora, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a colecção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'