Compasso a compasso,
palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.
Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.
Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.
Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira.
A
prisão e paixão de Egon Schiele.1 (Vasco
Gato)
A esta hora em que a noite é
uma seringa partida. A esta hora em que os pulmões são de seda e o
sangue circula muito devagar. Eu não
estou. Pode ser a chuva numa esplanada ou, ao
invés, o carro que trava o tempo da primavera. Não
importa. A noite é uma especiaria que
acende os corpos. Há três dias que
durmo desordenadamente. Transpiro e acordo e vejo casas que são
desdobramentos da minha própria casa. A verdade é que preciso de ti
para um poema. Preciso que te passeies por uma dessas casas, que te sentes, que
te deites. Preciso olhar para ti durante 27
segundos. A solidão é um serviço
misterioso. Reunimo-nos para prestar contas do nosso desaparecimento e por vezes
agarramos um braço como se pretendêssemos instalá-lo, de repente
e para sempre, na nossa ternura. Todos os meus
silêncios são uma criança que espreita. Todas as minhas faltas
são uma criança entusiasmada. Todos os meus poemas são
crianças mudas que gesticulam. Todos os
dias saio para a decisão de um amor sem protagonista. Encosto-me às
paragens de autocarro e aceno subitamente a alguém que passa. Por vezes
retribuem-me o gesto e ficamos ambos sem saber se por graça, se por um
escuro reduto de uma franqueza cada vez mais rara. Tens tempo para um estranho?
A que horas me poderias dizer o teu nome? Conheço uma igreja que ardeu,
conheço outra que é muito muito pequena. Escuta, no meio desse teu
deserto, ao passar a caravana do luxo, será que és capaz de suplicar:
água? És capaz? És capaz ainda de
suplicar? Bebe, este poema actua sobre o nervo
da alegria. Este poema é um cavalo de crina incendiada a ultrapassar a
tarde. Nunca perceberás por que se move, para onde vai, de que se alimenta.
Bebe, alguma vez estiveste ébrio no meio da tua
ignorância? Preciso de ti para um poema.
Ofereço-te em troca o meu auto-retrato sincero. Tenho quarenta livros
prontos para serem lidos. Tenho uma estratégia infalível para
implementar a primavera. Tenho a segurança de um corpo cheio de
insónias, pele de galinha, súbitos arrepios, termómetros para
novecentas febres, saliva muito devagar, pés descalços, arrebatamentos
incomunicáveis, fins de noite numa garrafa de vinho, estilhaços de
quatrocentos orgasmos, comoções, paixões flagrantes, primeiros
cuidados para jovens suicidas, lâmpadas que se queimaram nas minhas
próprias mãos. Não me visites.
Não me visites agora. A noite deu-me uma filha. Tem cabelos verdes. Fiz-lhe
um berço de papel. Parece uma estrela caída do invisível
trapézio. Vai demorar muito tempo até reencontrar o equilíbrio.
Tem pés muito pequenos. Dorme de dia, e à noite respira muito e
não me larga a mão. Sou um pintor.
Trago sangue para os vossos olhos. Tenho artérias que se descosem e me
cospem dentro de mim mesmo. Preciso de muita paciência, de todas as
mulheres do mundo. Durmo sobre a cama profana da minha escuridão. Contagio
e deixo-me contagiar pela peste dos bairros pequenos. Não suporto muita
luz, não sei o que é uma avenida. Esquina, sou qualquer coisa que o
espanto torce. Sou viciado no álcool dos corpos que se difundem. Bebo das
vossas bocas o que não pode ser visto. Pinto para me esquecer do que
não pode ser visto. Pinto com os materiais clandestinos do meu amor.
Não projecto nada na minha tela. Eu sou a tela. Eu sou a luta das cores por
um diafragma de beleza. Sou um pintor. Mereço morrer como pintor. Não
mereço que me prendam. Mereço todas as minhas paixões.
Mereço todas as minhas paixões. Vi
tudo. Não tudo, mas tudo o que me aconteceu. Garanto-te que prestei
atenção e estou pronto para mais 47 anos de fita. Não quero
rebobinar, quero atravessar os pomares da minha loucura terrena, colhendo
frutos, marcando todas as árvores, com fogo, a ilegível assinatura da
minha passagem. Não é para decifrar!
Não é para decifrar! É para se desfazer na boca, como
açúcar, como vinho, como a erva lenta da
infância.
Solved
(Unbelievable Truth)
There's a problem, I
can't solve it The only way out is too hard
now There's another one when this one's gone
Can't send it along
You can't send it along
And it's all I've got
And it's not enough
And it's time to reason out my mind
What's a problem soon forgotten
Catching up with me and talking
Of a hero's so-called perfect life
Can't send it along
And this time who's alone
Thinking of ways to keep my time from running
out Thinking of ways to keep my pride from
running out So many reasons I can't give
For running out
Keep my head down but I still know
You can't send it
along
A
prisão e paixão de Egon Schiele.2 (Vasco
Gato)
Farei a noite, a vertigem dos
corpos, até que a exaltação
atinja um lugar extremo e tudo seja
iniciado.
A punção da
noite abrirá espaço para uma estrela.
E a luz derramar-se-á. O mundo será o
meu oráculo.
Preciso
começar-me.
Vejo a nítida
falésia de sombra estremecer e estrelas
entrarem pela cabeça do morto. Ilumina-se o
crânio, por dentro, e aos poucos o corpo
recomeça a fluir. Vejo o morto correr,
nu, cintilando pela noite. Corre de um instante
impossível.
Mas ouve: a borboleta que
ressuscita os mortos não deve ser cativada.
É perigoso conter essas forças vivas
como pulsos. É perigosíssimo o
fogo.
Sei como é voluntária a
encenação da minha queda. Porque a
cada grito no abismo corresponde uma sabedoria
no canto. Que entra na voz, na voz que grita, na
voz que canta - é um estranho jogo de ecos
este, escavando fundo na treva, ouro que
irrompe, musical. E é tão inesgotável
esse árduo filão do
mistério.
É importante manter os
obstáculos no caminho, e fazer o caminho.
Que seria do caminho senão os
obstáculos, senão uma prática de
superação?
Há uma casa mais
abaixo. Desço, entro na câmara escura
dessa casa, fecho a porta, e revelo, revelo,
não paro de revelar - o meu
rosto.
Porque quando sobreponho as
imagens, vejo acender-se a invisível malha
do espaço, ardendo, expondo os alicerces do
tempo.
E o morto
regressa à visão. Reuniu os ventos e
ameaça derrubar o céu. Diz: não
desistirei de exercer a minha
ignorância, preparar-me para outros
saberes: não abdicarei de uma vida copiosa
- é um manifesto feroz.
Irei para a
floresta ou para o deserto, para um qualquer
lugar inóspito onde possa experimentar,
aterrorizado, a pureza da minha
voz. Há muito que desejo
romper este cordão umbilical, ampliar-me, e
agitar as esferas, os campos, as
possibilidades de transparecer um poder obscuro,
terrível, o poder da minha
própria morte.
Porque:
que é uma coisa senão o lento acordar
da sua morte, das suas mortes? Digo que cada
coisa é um caminho para fora de si mesma.
Que são intermináveis as coisas
sucessivas.
Digo que a voz do morto soava
assim pelo corpo de dedos fulminados. Batia na
perfeição, como a cadência
precipitada da chuva - um som perturbador e
insistente, belíssimo.
E eu estava
aterrado, dominado por fúrias, e fiz erguer
o meu braço. Era um gesto, um movimento
deflagrado por clara
inocência.
E a sabedoria
moveu-se da boca para o
sangue.
A
rush of blood to the head (Coldplay)
He
said Im gonna buy this place and burn it
down Im gonna put it six feet
underground He said Im gonna buy this place and
watch it fall Stand here beside me baby in the
crumbling walls Oh Im gonna buy this place and
start a fire Stand here until I fill all your
hearts desires Because Im gonna buy this place
and see it burn Do back the things it did to
you in
return Ah,ah,ah He
said oh Im gonna buy a gun and start a war If
you can tell me something worth fighting for Oh
and Im gonna buy this place, thats what I
said Blame it upon a rush of blood to the
head And
honey All the movements you’re starting
to make See me crumble and fall on my
face And I know the mistakes that I
made See it all disappear without a
trace And they call as they beckon you
on They say start as you mean to go
on Start as you mean to go
on He said Im gonna buy this place and see it
go Stand here beside me baby watch the orange
glow Some'll laugh and some just sit and
cry But you just sit down there and you wonder
why So Im gonna buy a gun and start a
war If you can tell me something worth fighting
for Im gonna buy this place, thats what I
said Blame it upon a rush of blood to the
head And
honey All the movements youre starting to
make See me crumble and fall on my
face And I know the mistakes that I
made See it all disappear without a
trace And they call as they beckon you
on They said start as you mean to go
on As you mean to go on, as you mean to go
on So meet me by the bridge, meet me on the
lane When am I going to see that pretty face
again Meet me on the road, ye meet me where I
said Blame it all
upon A rush of blood to the
head
Era
apenas um livro — Omertà (Vasco
Gato)
Era apenas um livro. Teria
forçosamente que ser um livro: a aparência era de livro, o
comportamento era sem dúvida de livro. Todos sabiam, porque sempre fora
assim, que mais um livro não traria nada de extraordinário: letras,
vírgulas, alguma gramática. É isto um livro. Porém, quando
abriram aquele livro, e era de facto um livro, notaram uma qualquer
presença estranha, algo que não souberam definir. Fechavam-no,
abriam-no. Olhavam atentamente a capa, interrogavam. Lançavam-no ao ar numa
última tentativa de desmanchar o truque: mas ele caía como um livro,
desprezando as suas páginas como todos os
livros.
Sussurravam de uns para os outros:
o que se passa com este livro? Trocavam olhares cúmplices quando entreviam
num rosto alheio o efeito da mais breve leitura que fosse daquele livro. Os
sintomas eram claros para quem já lera uma parte. Um tremor subtil na pele,
um desajeitado modo de ter mãos, ora no bolso, ora na cara, ora rodando no
ar, um passo levemente incerto, uma tensão nas sobrancelhas. Para quem
não lera, porém, tudo corria
calendariamente.
Os leitores daquele livro
inquietante aproximavam-se, trocavam hipóteses de solução,
procuravam desesperadamente calar o desconforto que a leitura lhes ia
gradualmente instalando. As suas vidas pareciam irremediavelmente suspensas
perante a urgência do fenómeno. Olhavam, liam: letras, vírgulas,
gramática. Tudo aquilo ressoava na memória. Eu sei o que isto é!,
diziam. Não existia nada de desconhecido naquele livro. Porém,
revelava-se absolutamente incomparável. E nisto consistia o mistério.
O olhar passava pelas palavras no mesmo gesto mecânico de sempre, da
esquerda para a direita, atento às pausas, descendo suavemente a
página. E, no entanto, assomava ao cimo desse olhar treinado uma
sensação de tontura que depois alastrava por todo o corpo. O livro era
insuportável, excessivo. Era preciso fechá-lo abruptamente para
não se cair ao chão.
Mas por
quê? Que subtil e raro poder circulava na normalidade daquele livro? Era
isto que traziam para a rua. Alguns paravam subitamente no passeio, ou acordavam
em sobressalto durante a noite, como se houvessem decifrado o problema.
Escapava-se-lhes. Regressavam ao livro contrafeitos, mas num estado de profundo
encantamento. Umas palavras mais, mentalizavam-se. Mas liam sempre mais do que
podiam e a tontura assinalava-lhes de imediato a transgressão.
Começavam a desenvolver um agudíssimo sentido dos detalhes. Viviam
mais lentamente. Cuidavam do livro como se se tratasse de uma matéria
preciosa, a mais preciosa. As suas vidas cresciam em
intensidade.
Era um livro único,
excepcional.
Storybook
love (Mark Knopfler)
Come my love I'll
tell you a tale Of a boy and girl and their
love story And how he loved her oh so
much And all the charms she did
possess Now this did happen once upon a
time When things were not so
complex How he worshipped the ground she
walked And when he looked in her eyes he became
obsessed.
My love is like a storybook
story But it's as real as the feelings I
feel My love is like a storybook
story But it's as real as the feelings I
feel It's as real as the feelings I
feel
This love was stronger than the
powers so dark A prince could have within his
keeping His spells to weave and steal a
heart Within her breast but only
sleeping
My love is like a storybook
story But it's as real as the feelings I
feel My love is like a storybook
story But it's as real as the feelings I
feel It's as real as the feelings I
feel
He said, "Don't you know I love you
oh so much And lay my heart at the foot of your
dress?" She said, "Don't you know that
storybook loves Always have a happy
ending?" Then he swooped her up just like in
the books And on his stallion they rode
away
My love is like a storybook
story But it's as real as the feelings I
feel My love is like a storybook
story But it's as real as the feelings I
feel
Somos
a carne de um fruto atordoado. Somos o dia
aparatoso nas escadas, depois navios ancorados
carregados de bruma. Bebemos o sangue dos
poentes como animais incrédulos de
morrer.
Quando tens frio, risco-me como
fósforo na tua pele ondu- lada. E
dá-se o acidente nas gavetas.
As tuas
pernas afogam-se em poços de água, eu tenho os
bra- ços engessados numa parede violenta -
porém beijamo- -nos na boca lenta da
madrugada.
O meu nome acordou povoado pelo
teu nome.
Com
amizade: Davy Spillane, Dan Gibson, Gandalf, Unbelievable Truth, Coldplay, Mark
Knopfler, Vasco Gato e José-António
Moreira
Sejam felizes!,
pelo menos, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos
próximos dias… no resto das vossas vidas, se forem
capazes!
And in the
end the love you'll
take is equal to the love you
make
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast – qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
O SONS da ESCRITA é um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' são sites que acolhem listagens de Podcasts, a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Agora, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a colecção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'