Compasso
a compasso, palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.
Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.
Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.
Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira.
Guardador
de rebanhos XXIV (Alberto Caeiro)
O que
nós vemos das coisas são
coisas. Porque veríamos nós uma coisa
se houvesse outra? Porque é que ver e ouvir
seria iludirmo-nos Se ver e ouvir são ver e
ouvir?
O essencial é saber
ver, Saber ver sem estar a
pensar, Saber ver quando se
vê, E nem pensar quando se
vê, Nem ver quando se
pensa.
Mas isso (triste de nós que
trazemos a alma vestida!), Isso exige um estudo
profundo, Uma aprendizagem de
desaprender E uma sequestração na
liberdade daquele convento De que os poetas
dizem que as estrelas são as freiras
eternas E as flores as penitentes convictas de
um só dia, Mas onde afinal as estrelas
não são senão estrelas Nem as
flores, Sendo por isso que lhes chamamos
estrelas e
flores.
When
the stars go blue (Corrs)
Dancin' where
the stars go blue Dancin' where the evening
fell Dancin' in your wooden shoes
In a wedding
gown
Dancin' out on 7th street
Dancin' through the underground
Dancin' little marionette
Are you happy now?
Where do you go when you're lonely
Where do you go when you're blue
Where do you go when you're lonely
I'll follow you
When the stars go
blue
Laffing with your pretty mouth
Laffing with your broken eyes
Laffing with your lover's tongue
In a
lullaby
Where do you go when you're lonely
Where do you go when you're blue
Where do you go when you're lonely
I'll follow
you When the stars go blue,
blue When the stars, when the stars go blue,
blue When the stars go
blue When the stars go blue, blue,
blue Stars go
blue When the stars go
blue
Where do you go when you're lonely
Where do you go when you're blue, yeah
Where do you go when you're lonely
I'll follow you, I'll follow you, I'll follow
you I'll follow you, I'll follow you,
yeah Where do you go, yeah(repeats
out) Where do you go, Where do you
go
Guardador
de rebanhos XXXVI (Alberto Caeiro)
E
há poetas que são artistas E trabalham
nos seus versos Como um carpinteiro nas
tábuas!...
Que triste não saber
florir! Ter que pôr verso sobre verso, como
quem constrói um muro E ver se está
bem, e tirar se não está!... Quando a
única casa artística é a Terra
toda Que varia e está sempre bem e é
sempre a mesma.
Penso nisto, não como
quem pensa, mas como quem respira. E olho para
as flores e sorrio… Não sei se elas
me compreendem Nem se eu as compreendo a
elas, Mas sei que a verdade está nelas e em
mim E na nossa comum
divindade De nos deixarmos ir e viver pela
Terra E levar ao colo pelas Estações
contentes E deixar que o vento cante para
adormecermos E não termos sonhos no nosso
sono.
Poetas
andaluces de ahora
(Aguaviva)
¿Qué cantan los
poetas andaluces de ahora? ¿Qué miran
los poetas andaluces de ahora? ¿Qué
sienten los poetas andaluces de
ahora?
Cantan con voz de
hombre Pero, ¿dónde los
hombres? Con ojos de hombre
miran Pero, ¿dónde los
hombres? Con pecho de hombre
sienten Pero, ¿dónde los
hombres?
Cantan, y cuando cantan parece
que están solos Miran, y cuando miran
parece que están solos Sienten, y cuando
sienten parece que están
solos
¿Qué cantan los poetas,
poetas andaluces de ahora? ¿Qué miran
los poetas, poetas andaluces de
ahora? ¿Qué sienten los poetas, poetas
andaluces de ahora?
Y cuando cantan,
parece que están solos Y cuando miran ,
parece que están solos Y cuando sienten,
parece que están solos (BIS)
Pero,
¿dónde los hombres?
¿Es que
ya Andalucía se ha quedado sin
nadie? ¿Es que acaso en los montes
andaluces no hay nadie? ¿Que en los campos
y mares andaluces no hay nadie?
¿No
habrá ya quien responda a la voz del
poeta, Quien mire al corazón sin muros del
poeta? Tantas cosas han muerto, que no hay
más que el poeta
Cantad alto, oireis
que oyen otros oidos Mirad alto, vereis que
miran otros ojos Latid alto, sabreis que palpita
otra sangre
No es más hondo el poeta
en su oscuro subsuelo encerrado Su canto
asciende a más profundo, Cuando abierto en
el aire ya es de todos los hombres
Y ya su
canto es de todos los hombres Y ya su canto es
de todos los hombres Y ya su canto es de todos
los hombres Y ya su canto es de todos los
hombres
Guardador
de rebanhos XIV (Alberto Caeiro)
Não
me importo com as rimas. Raras vezes Há
duas árvores iguais, uma ao lado da
outra. Penso e escrevo como as flores têm
cor Mas com menos perfeição no meu
modo de exprimir-me Porque me falta a
simplicidade divina De ser todo só o meu
exterior.
Olho e
comovo-me, Comovo-me como a água corre
quando o chão é inclinado, E a minha
poesia é natural como o levantar-se o
vento…
When
poets dreamed of angels (David
Sylvian)
She rises early from
bed Runs to the
mirror The bruises inflicted in moments of
fury
He kneels beside her once
more Whispers a
promise "Next time I'll break every bone in your
body"
And the well-wishers let the devil
in And if the river ran dry they'd deny it
happening
As the card players deal their
hands From the bottom of te
deck Row upon row of feudal houses blown
away Medicine for the popular
complaint
When the poets dreamed of
Angels What did they
see? History lined up in a flash at their
backs
When the poets dreamed of
Angels What did they
see? The bishops and knights well placed to
attack
Leve,
leve, muito leve, Um vento muito leve
passa, E vai-se, sempre muito
leve. E eu não sei o que
penso Nem procuro
sabê-lo.
Com
amizade: Davy Spillane, Dan Gibson, Corrs, Aguaviva, David Sylvian, Alberto
Caeiro e José-António
Moreira
Sejam felizes!,
pelo menos, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos
próximos dias… no resto das vossas vidas, se forem
capazes!
And in the
end the love you'll
take is equal to the love you
make
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast – qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
O SONS da ESCRITA é um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' são sites que acolhem listagens de Podcasts, a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Agora, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a colecção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'