Sons da Escrita 165
 Compasso
a compasso, palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira. Carta
- 1981 (Mia Couto)Quando me disseram
«não se vem à vida para sonhar» passei a odiar-vos. Para vos
matar escolhi materiais inacessíveis ao meu ódio. Em mim fizestes
despertar a irreparável urgência de
ferir.Descobri a vossa intenção:
decepar as minhas raízes mais profundas, obrigar-me à cerimónia
das palavras mortas. Preferi reiniciar-me: na solidão me apaguei. Estava
só para me encher de gente, para me povoar de ternura. Eu queria
simplesmente olhar de frente a verdade das pequenas coisas: esta água vem
de onde, quem teceu este linho, que mãos fizeram este
pão?Desloquei-me para tudo ver de um outro
lado: levei o meu olhar, o desejo de um princípio infinitamente retomado.
Ganhei sonoridade nas vozes que me habitavam silenciosamente. Entre mar e terra
eu preferia ser espuma, ter raiz e poente entre oceano e
continente.O tempo, por vezes, morria de o
não semear. Terras que golpeava com ternura eram feridas que em mim se
abriam para me curar. Eram terras suspeitas, acusadas de futuro. Outras vezes
eram mãos de um corpo que ainda me não nascera. Surgiam da obscuridade
para afastar a água e nela me deixar tombar. Tecido que escapava da mais
bela das lavadeiras eu ia pelo rio, a corrente insuflando-me e eu deixando-me
arrastar com fingida
contrariedade. By
the rivers dark (Leonard Cohen)By the
rivers dark /// I wandered on.I lived my life
/// in Babylon.And I did forget /// My
holy song:And I had no strength /// In
Babylon.By the rivers dark /// Where I
could not seeWho was waiting there /// Who was
hunting me.And he cut my lip /// And he
cut my heart.So I could not drink /// From the
river dark.And he covered me, /// And I
saw within,My lawless heart /// And my wedding
ring,I did not know /// And I could not
seeWho was waiting there, /// Who was hunting
me.By the rivers dark /// I panicked
on.I belonged at last /// to
Babylon.Then he struck my heart /// With
a deadly force,And he said, ‘This heart:
/// It is not yours.’And he gave
the wind /// My wedding ring;And he circled us
/// With everything.By the rivers dark,
/// In a wounded dawn,I live my life /// In
Babylon.Though I take my song /// From a
withered limb,Both song and tree, /// They sing
for him.Be the truth unsaid /// And the
blessing gone,If I forget /// My
Babylon.I did not know /// And I could
not seeWho was waiting there, /// Who was
hunting me.By the rivers dark, /// Where
it all goes on;By the rivers dark /// In
Babylon. Carta
- 1985 (Mia Couto)Tenho demasiado sono
para alimentar crenças. Das casas vou preferindo os cantos interiores,
obsessivas sombras em que vou julgando. Se me acerco das janelas é apenas
para ver o longe, as ténues linhas do azul inatingível. As portas,
fechadas ou abertas, pouco valem. Desfaleceram com o desencanto dos caminhos.
Vou ficando pela distracção de desejos mansos, sem guardar réstia
de glória nem consolo. Assim, dou feriado à minha
existência.Sofro a fadiga das
viagens que nunca ousei. Mas não me dedico nenhum desalento. Porque
mantenho dos índios o preceito de envolver com panos os cascos dos cavalos
guerreiros. Assim protejo a gravidez da terra. Fica a esperança: outros
farão vencer as nossas pequenas razões. Saberemos então do seu
tamanho, da sua pressa de ser cedo.De
tanto pensarmos fomos ficando sós. De amarmos venceremos o cerco dessa
solidão. Que este cansaço sirva, ao menos, para não culparmos
nada nem
ninguém. Not
guilty (Beatles)Not
guiltyFor getting in your
wayWhile you’re trying to steal the
day.Not
guiltyAnd I’m not here for the
rest,I’m not trying to steal your
vest.I am not trying to be
smart,I only want what I can
get.I’m really sorry for your ageing
head.But like you heard me
said:Not
guilty.No use handing me a
writWhile I’m trying to do my
bit.I don’t expect to take your
heart.I only want what I can
get.I’m really sorry that you’re
underfed.But like you heard me
said:Not
guilty.Not
guiltyFor looking like a
freak,Making friends with every
sikh.Not
guiltyFor leading you
astrayOn the road to
mandalay.I won’t upset the apple
cart.I only want what I can
get.I’m really sorry that you’ve
been misled.But like you heard me
said:Not
guilty. Perguntas
à Língua Portuguesa (Mia
Couto)Venho brincar aqui no
Português, a língua. Não aquela que outros embandeiram. Mas a
língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a
nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam
cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta. ||| A
língua que eu quero é essa que perde função e se torna
carícia. O que me apronta é o simples gosto da palavra, o mesmo que a
asa sente aquando o vôo. Meu desejo é desalisar a linguagem, colocando
nela as quantas dimensões da Vida. E quantas são? Se a Vida tem,
é idimensões? Assim, embarco nesse gozo de ver como a escrita e o
mundo mutuamente se desobedecem. ||| Meu anjo da guarda, felizmente, nunca me
guardou. ||| Uns nos acalentam: que nós estamos a sustentar maiores
territórios da lusofonia. Nós estamos simplesmente ocupados a sermos.
Outros nos acusam: nós estamos a desgastar a língua. Nos falta
domínio, carecemos de técnica. ||| Ora qual é a nossa
elegância? Nenhuma, excepto a de irmos ajeitando o pé a um novo
chão. Ou estaremos convidando o chão ao molde do pé?
Questões que dariam para muita conferência, papelosas
comunicações. Mas nós, aqui na mais meridional esquina do Sul,
estamos exercendo é a ciência de sobreviver. Nós estamos deitando
molho sobre pouca farinha a ver se o milagre dos pães se repete na
periferia do mundo, neste sulburbio. ||| No enquanto, defendemos o direito de
não saber, o gosto de saborear ignorâncias. Entretanto, vamos criando
uma língua apta para o futuro, veloz como a palmeira, que dança todas
as brisas sem deslocar seu chão. Língua artesanal, plástica,
fugidia a gramáticas. ||| Esta obra de reinvenção não é
operação exclusiva dos escritores e linguistas. Recriamos a
língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um
pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas
de ouro? ||| Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao
invisível, procurando os outros tempos deste tempo. Precisamos, sim, de
senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas
delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo,
perguntas que se podem colocar à língua: ||| Se pode dizer de um
careca que tenha couro cabeludo? ||| No caso de alguém dormir com homem de
raça branca é então que se aplica a expressão: passar a
noite em branco? ||| A diferença entre um às no volante ou um asno
volante é apenas de ordem fonética? ||| O mato desconhecido é que
é o anonimato? ||| O pequeno viaduto é um abreviaduto? ||| Como é
que o mecânico faz amor? Mecanicamente? ||| Quem vive numa encruzilhada
é um encruzilheu? ||| Se diz do brado de bicho que não dispõe de
vértebras: o invertebrado? ||| Tristeza do boi vem dele não se lembrar
que bicho foi na última reencarnação. Pois se ele, em anterior
vida, beneficiou de chifre o que está ocorrendo não é uma
reencornação? ||| O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio:
devia ter marfim ou riofim? ||| Onde se esgotou a água se deve dizer:
"aquabou"? ||| Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve
foi um desmaio ou um desmarço? ||| Quando a paisagem é de admirar
constrói-se um admiradouro? ||| Mulher desdentada pode usar fio dental? |||
A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel? ||| As reservas de dinheiro
são sempre finas. Será daí que vem o nome: "finanças"? |||
Um tufão pequeno: um tufinho? ||| O cavalo duplamente linchado é
aquele que relincha? ||| Em águas doces alguém se pode salpicar? |||
Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica
minoritério? ||| Um viciado no jogo de bilhar pode contrair bilharziose?
||| Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo? ||| Borboleta que insiste em
ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca? ||| Brincadeiras,
brincriações. E é coisa que não se termina. Lembro a
camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso
que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocamos essoutro
português - o nosso português - na travessia dos matos, fizemos que
ele se descalçasse pelos atalhos da savana. ||| Nesse caminho lhe fomos
somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas -
o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe
músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a
graça da dança. É urgente recuperar brilhos antigos. Devolver a
estrela ao planeta
dormente. Língua
(Caetano Veloso)Gosta de sentir a minha
língua roçar a língua de Luís de Camões ||| Gosto de
ser e de estar ||| E quero me dedicar a criar confusões de prosódia
||| E uma profusão de paródias ||| Que encurtem dores ||| E furtem
cores como camaleões ||| Gosto do Pessoa na pessoa ||| Da rosa no Rosa |||
E sei que a poesia está para a prosa ||| Assim como o amor está para a
amizade ||| E quem há de negar que esta lhe é superior? ||| E deixe os
Portugais morrerem à míngua ||| “Minha pátria é minha
língua” ||| Fala Mangueira!
Fala!Flor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó ||| O que quer ||| O que pode esta
língua?Vamos atentar para a sintaxe
dos paulistasE o falso inglês relax dos surfistas ||| Sejamos
imperialistas! Cadê? Sejamos imperialistas! ||| Vamos na velô da
dicção choo-choo de Carmem Miranda ||| E que o Chico Buarque de
Holanda nos resgate ||| E – xeque-mate – explique-nos Luanda |||
Ouçamos com atenção os deles e os delas da TV Globo ||| Sejamos o
lobo do lobo do homem ||| Lobo do lobo do lobo do homem ||| Adoro nomes |||
Nomes em ã ||| De coisas como rã e ímã ||| Ímã
ímã ímã ímã ímã ímã
ímã ímã ||| Nomes de nomes ||| Como Scarlet Moon de
Chevalier, Glauco Mattoso e Arrigo Barnabé ||| e Maria da
FéFlor do Lácio Sambódromo
Lusamérica latim em pó ||| O que quer ||| O que pode esta
língua?Se você tem uma
idéia incrível é melhor fazer uma canção ||| Está
provado que só é possível filosofar em alemão ||| Blitz quer
dizer corisco ||| Hollywood quer dizer Azevedo ||| E o Recôncavo, e o
Recôncavo, e o Recôncavo meu medo ||| A língua é minha
pátria ||| E eu não tenho pátria, tenho mátria ||| E quero
frátria ||| Poesia concreta, prosa caótica ||| Ótica futura |||
Samba-rap, chic-left com banana ||| – Será que ele está no
Pão de Açúcar? ||| – Tá craude brô ||| –
Você e tu ||| – Lhe amo ||| – Qué queu te faço, nego?
||| – Bote ligeiro! ||| – Ma’de brinquinho, Ricardo!? Teu tio
vai ficar desesperado! ||| – Ó Tavinho, põe camisola pra dentro,
assim mais pareces um espantalho! ||| – I like to spend some time in
Mozambique ||| – Arigatô, arigatô! ||| Nós canto-falamos
como quem inveja negros ||| Que sofrem horrores no Gueto do Harlem ||| Livros,
discos, vídeos à mancheia ||| E deixa que digam, que pensem, que
falem. Ainda
assim, escrevo (Mia Couto)Não
saberei nuncadizer
adeusAfinal,só
os mortos sabem morrerResta ainda
tudo,só nós não podemos
serTalvez o
amor,neste
tempo,seja ainda
cedoNão é este
sossegoque eu
queria,este exílio de
tudo,esta solidão de
todosAgoranão
resta de mimo que seja
meue quando
tentoo magro invento de um
sonhotodo o inferno me vem à
bocaNenhuma
palavraalcança o mundo, eu
seiAinda
assim,escrevo Farewell
love (Clannad)Secrets I left behind,
farewell nowA new world to desire, to
desireChange the pictures, change the
pagesIt matters little how I knew
youMá bhíonn tú liom,
bí liom a stór mo chroí Má
bhíonn tú liom, bí liom má bhíonn tú
liomMá bhíonn tú liom
Voices of memories, I hear
youA book of stories told, stories
oldDreams of good times, dreams of sad
timesAnd foolish moments we will always
shareMá bhíonn tú liom,
bí liom a stór mo chroí Má
bhíonn tú liom, bí liom má bhíonn tú
liomMá bhíonn tú liom, bí
liom a stór mo chroí Má
bhíonn tú liom, bí liom má bhíonn tú
liom Genérico
finalcegode
ser
raiz imóvelde
me ascender
caule múltiplode
ser
folha aprendoa
ser
árvoreenquantoiludo
a mortena folha tombada do
tempoCom
amizade: Davy Spillane, Ion, David Arkenstone, Leonard Cohen, Beatles, Caetano
Veloso, Clannad, Mia Couto e José-António
MoreiraSejam felizes!,
pelo menos, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos
próximos dias… no resto das vossas vidas, se forem
capazes!And in the
endthe love you'll
takeis equal to the love you
make
Posted: Sex - Abril 11, 2008 at 12:55 AM
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Ecos dos Sons da Escrita
Antes do Podcasting, já existia o Sons da Escrita. Artigo publicado por Ana Ferreira [1 de Setembro de 2005].
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
ScreenShots dos Tops do agregador iTunes [6 de Janeiro de 2006].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Anúncio do Encontro de Podcasters no Festival Black & White, na Universidade Católica do Porto [30 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
Entrevista conduzida por João Paulo Meneses aos Sons da Escrita, que foi para o ar na TSF, no programa 'rádio.com' [22 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Texto publicado no Blog 'A nossa rádio' — ouvintes com opinião, por Álvaro José Ferreira [19 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita foram destacados como Podcast da Semana pelo 'Podcasting sapo.pt' [13 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes em 30 de Setembro [30 de Setembro de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes em 31 de Outubro [1 de Novembro de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes em 30 de Novembro [1 de Dezembro de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast, qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
Os SONS da ESCRITA são um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' (sites que acolhem listagens de Podcasts) a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Depois, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
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É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a coleção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'
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Published On: abr 11, 2008 12:56 AM
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