Sons da Escrita 157
 Compasso
a compasso, palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira. Retrato
breve de J. B. – excerto.1 (João
Camilo)Só gostam de mim aqueles que
não me conhecem. Julgam conhecer-me e dizem: gosto de ti. Mas porque eu sei
que não me conhecem, eu sei que não gostam de mim. Aquilo ou aquele de
que gostam não sou eu, não terá sequer nada a ver comigo esse de
que dizem gosto. Eu mesmo já disse um dia que um corpo (e entenda-se aqui
corpo num sentido amplo, não num sentido puramente físico) é
espaço demasiado para conhecer. Do que deverá concluir-se que nem eu
me conheço. Sei de mim coisas diferentes em tempos diferentes, existo
talvez de modos tão diversos que em relação a mim são
despropositadas as ideias que eu mesmo de mim vou fazendo — as ideias que
faço daquilo ou daquele que vive em mim e eu tentei parar mas que se esvai,
me foge, talvez porque é constante mudança, talvez porque não sou
verdadeiramente mais do que movimento. E sendo certo isto, como me parece que
é, como poderia não ser certo que só gostam de mim aqueles que
não me conhecem ou, se se prefere, que aqueles que gostam de mim não
gostam verdadeiramente de mim ou, ainda, que não é de mim
verdadeiramente que gostam? E não digo nem disse que gostariam de mim se me
conhecessem — é possível ou improvável, muito pouco ou
nada, não sei, não importa, não se pode
saber.Mais fácil será falar
daqueles que não gostam de mim. Não de todos, seria absurdo, não
conheço todas as pessoas que não gostam de mim e raramente mesmo nos
será possível saber de todas as pessoas que andam à nossa volta
quais as que nos detestam e porquê. Que vos diria por exemplo das pessoas
encontradas num autocarro, à entrada do cinema, num urinol, nas igrejas, e
que logo no rosto se lhes lê a antipatia que sentem por nós, por
termos esta cara estes olhos esta camisa este fato cinzento ou talvez apenas
porque as meias que calçamos e que ficaram visíveis quando
subíamos as escadas têm as cores que eles sempre detestaram, ou com as
quais naquele momento eles embirraram, ou simplesmente porque essas cores
estão combinadas de uma maneira que não lhes agradou, ou ainda porque
fumamos a mesma marca de cigarro que eles? Desses creio que não poderia
falar-vos, disse já tudo ou quase tudo sobre eles, não saberia que
mais dizer-vos ainda que o quisesse. É de outros que quero falar, e falarei
segundo a minha inspiração, a minha memória, com as palavras que
puder escrever. Devo porém referir que quando penso em pessoas que não
gostam de mim penso especialmente naqueles que alguma vez me deram a
impressão de gostar ou de vir a gostar e que depois partiram, não sem
ter dito não gosto de ti, não sem dizer já gostei de ti agora
não gosto — ou sim, sem dizer, partindo apenas, indo, fugindo,
desaparecendo às esquinas dos corredores, para dentro dos cafés,
mudando para o outro lado da rua ou baixando só os olhos. É desses que
creio que vou falar-vos. Porque como possibilidades que foram de alguma coisa
não deixaram nunca de interessar-me, não desapareceram nunca
totalmente de
mim. When
you get to know me better (Prefab
Sprout)I can tell you'd
like to love me,But you haven't
known me longAnd you don't yet
know the ways I'll findTo hurt
and do you wrongI'm a man with
one small weakness,Any woman in
a dressWhen you get to know me
betterYou'll learn to love me
lessTonight if I'm your
angelAnd I've flown before you
wakeWell it's just that I would
hate to let you see my wings are
fakeTonight if I'm your
angelOne that God forgot to
blessWhen you get to know me
betterYou'll learn to love me
lessIf I sing you, 'Love
me Tender'In a way that you
believeRemember that I'll mean
itTill the moment that I
leaveWhat I have to tell
you,I know in time you'll
guessWhen you get to know me
betterYou'll learn to love me
lessWhen you get to know me
betterYou'll learn to love me
less Retrato
breve de J. B. – excerto.2 (João
Camilo)E se eu não tivesse para
contar-vos tempo nenhum, história nenhuma? Se a tivesse esquecido ou se
quando vos disse que tinha para dizer-vos um tempo meu antigo tivesse esquecido
que o não tinha? Todavia, chegado aqui, nada me impediria de escrever,
desenvolvendo aquela ideia: A memória não me ajuda, não sei que
caminhos procurar ou que veias em mim abrir para que regresse o sonho e só,
muito bem aqui só, esperarei falando pelo tempo que para vós inventar
quero ou reinventar. No entanto é certo que está feita a minha
história daquele tempo e que um estímulo apenas neste momento se torna
urgente, porque urgente é para mim o dizer-vos, o dizer-vos e não
estranheis esta intranquilidade que em mim é natural, de estranhar seria
que a não tivésseis pressentido. Sem memória estou porque só
consigo saber tudo o que não me interessa saber e porque aquilo que mais
urgente se me vai tornando saber me foge, não desespero, é
inútil, seria inútil e eu sei-o e continuo à espera, até
quando não sei, não sou de pedra, antes pedra ficasse e nada mais
esperaria e estava traçada a história da minha existência. De
resto não o queria, não o quero, prefiro-me sombra, vago, disperso, se
é que vago e disperso sou mas pedra não sou, não, sei que
não e prefiro-me não pedra, sei que nem sequer devo recear vir a ser
pedra, são coisas que não se receiam porque nada há tão sem
consequências, quer dizer, nenhuma história se cumpriria ou
começaria a cumprir-se de modo tão certo. E seduzir-vos-ia, ter-vos-ia
enganado com estas palavras a que nenhuma realidade daria sentido e não
poderíeis sabê-lo.Uma noite em que
acordei no meu quarto e me apetecia andar de bicicleta. Levantei-me, saltei pela
janela, fui dar uma volta. Estava a gostar. Chato é que fazia frio, estava
um frio dos demónios, e eu em pijama ou em calções de banho.
À praia é que eu ia, era ao fundo da rua logo ali, da minha janela
não se via o mar mas ouvia-se, ou pelo menos lá dentro do meu quarto
as paredes eram azuis e a gente pensava: o mar. Fui fui andando, ia-se por um
caminho estreito ao fundo da minha rua, descia-se e depois era o mar, a areia
antes do mar. No pequeno caminho estreito a seguir ao asfalto preto da minha rua
o que havia era pedras, muitas pedras, aguçadas, angulosas, ou nem
aguçadas nem angulosas, mas lá ao fundo, no fim do caminho estreito,
era a areia e era o mar. Antes de chegar ao caminho estreito tive um furo,
não foi bem um furo, rebentou o pneu, os vizinhos da frente vieram à
janela e perguntaram: então o que é isso? .e eu. disse: não
é nada. E eles: não é nada? E eu: não é nada. E eles:
então pronto. E eu: está bem. Depois fui-me embora, aonde eu ia era
à praia. Fiquei lá toda a noite e de manhã estava bem disposto,
aliás já estava mesmo antes de ser de manhã, estava bem disposto,
com outra coragem, com outra alegria, com outra força, disposto a não
pensar mais nisso subi à cidade, isto é, à rua preta asfaltada
onde estava a janela da minha casa. Ia comprar um relógio, agora que
recuperara uma coragem antiga ia precisar muito de um relógio. Sentei-me
lá dentro enquanto me acertavam o relógio e pedi uma coca-cola. Quis
pagar eles disseram que não, que a casa se sentia responsável. Eu
disse: de quê? E eles: de eu estar à espera. E eu: mas não faz
mal, eu até é que. E eles: de maneira nenhuma. E eu não sei
já se paguei a coca-cola ou como foi que a discussão terminou. Depois
o relógio estava certo e saí, sobretudo muito contente por ter
descoberto que gostava de coca-cola, mais um prazer, naquela manhã,
não havia dúvida, estava a vida a correr-me bem. Sentia-me forte,
alegre, seguro, dominador. Entretanto ia pensando nas mãos da rapariga que
me trouxera a coca-cola : eram mãos lisas, magras, compridas, brancas, de
dedos brancos lisos compridos, estreitando como a garrafa da coca-cola mas numa
escala menor, pensei: se eu tivesse umas mãos assim havia de fazer coisas
maravilhosas, as coisas mais maravilhosas; mas não tenho, paciência,
para quê pensar nisso, tenho umas mãos, não basta ter umas
mãos? Em minha casa no meu quarto lá na rua asfaltada tinha uma cama e
muitos livros, para ler não, o que eu gostava o que eu gosto é de
olhar para eles, de os ver na estante comprida alta alinhados, as cores
diferentes as manchas de cores tornando a massa dos livros atraente. Por isso eu
me sentava no chão, deixava naturalmente cair os braços ao lado do
corpo e olhava: azul vermelho preto no branco. Uma noite a rapariga da coca-cola
veio dormir
comigo. And
so the story goes (Maria Montell) She's
on the dusty road aloneTravelling, travelling,
travelling aloneShe loves to laugh, she loves
to live, and she loves to loveShe left
her home and familyTo find the thing she
couldn't seeFrom the window in her house in the
countrysideThis small town girl needs to
flyTo reach her dream in the
skyAi yai
yaiAnd so the story
goesDi da di di da di da di da di da di da
diAnd so the story
goesDi da di di da di da di da di da di da
diShe came to town and went to
stayAnd found a reason there to
stayShe saw the row of folks vanishing in the
welfare linesAnd then she made her way
back homeStrolling, strolling, strolling
aloneShe hated some, she needed some, and she
loved someAnd so the story
goesDi da di di da di da di da di da di da
diAnd so the story
goesDi da di di da di da di da di da di da
diThis small town girl needs to
flyTo reach her dream in the
skyAi yai
yaiAnd so the story
goesDi da di di da di da di da di da di da
diAnd so the story
goesDi da di di da di da di da di da di da
diDi da di di da di da di da di da di da
di Retrato
breve de J. B. – excerto.3 (João
Camilo)Procurei-te pelas ruas, às
esquinas fiquei estive parado manhãs dias inteiros e não passaste.
Olhei as janelas à noite acesas, os corpos lá dentro dando-me sombras,
e não eras nunca tu, ter-te-ia reconhecido. Entretanto a guerra era lá
longe no outro extremo da cidade e apenas os tiros, o gargalhar das
metralhadoras me dizia a guerra essa verdade dentro ainda da cidade. E eu sempre
à margem da guerra, eu à margem da guerra olhando as casas, parado
dias à esquina das ruas, olhando as pessoas, procurando-te. Encontrei-te?
Não sei ainda mas nos primeiros tempos não. Às vezes acreditava,
às vezes estremecia vendo-te ao longe, cruzando uma outra rua, fechando
longe de mim uma janela. Mas serias tu? Porque eu gritava e não respondias.
Não, no princípio pelo menos não te encontrei. Depois decidi,
lembro-me, alugar um quarto perto da extremidade da cidade, lá onde se
desenrolava a guerra — e continuava à margem da guerra mas mais perto
da guerra, ouvindo-Ihe mais a voz, sentindo-lhe já a voz. E se aluguei um
quarto perto da guerra não foi por amor da guerra mas por amor de ti. Ou,
sei lá, por amor do quarto, porque eu tinha já saudades de um
quarto.Só no meu quarto chegava à
noite à janela e olhava o mar e tu nunca estavas no mar. Por isso talvez,
porque mesmo depois de ter alugado um quarto não te encontrava, é que
devo ter começado a desesperar. Pois entretanto eu passava os dias dentro
do meu quarto e as noites e sentado no chão olhava as paredes ou vinha
à janela e olhava lá longe as montanhas e ali só, sempre só,
sem sequer os meus livros, comecei a desesperar. Pois a quem faria, de quem
teria o filho que tanta falta me fazia? Se não vinhas a quem o faria, de
quem teria o meu filho necessário, o filho necessário à minha
solidão dentro de um quarto? Com ele tudo seria mais fácil,
iríamos à janela os dois e olharíamos o mar,
sentar-nos-íamos no chão e olharíamos um para o outro,
esperaríamos por ti, mãe. Mas não regressavas e nem sequer tinha
o filho teu para poder esperar-te melhor. Talvez por isso comecei a desesperar.
Não me recordo bem de todo esse tempo, desses anos de espera ali dentro.
Devo ter voltado uma vez por outra pela noite à minha tenda que continuava
vazia — não tinhas regressado. Mas não importa se o fiz se o
sonhei ali na minha cama grande onde te sonhava. Não importa, tudo foi
inútil, tu não vinhas. Comecei a pensar se deverias vir por que
deverias vir. O esperar-te o saber-te única talvez não bastasse para
ter a certeza do teu, regresso. Não sei se deixei de esperar-te se
desesperei esperando-te. Chorei bastante nesses anos, tudo o que era preciso ou
o que me parecera que era preciso, chorei ou não chorei mas apeteceu-me
chorar. E não vinhas. A meu lado o filho que não tinha e continuava a
desejar, devo tê-Io amado tanto como o desejo do teu regresso. O filho que
não tinha pois como, se não vieste nunca? Se ele estivesse poderia
pensar que tinhas estado ali comigo e apenas tinhas partido de novo. Assim,
porém, devo ter-te esquecido. De qualquer modo um dia decidi regressar,
paguei o quarto, saí, e foi então, quando já me esquecera ou
desabituara de esperar, que te encontrei à esquina de uma rua, ia falar-te
desapareceste, chamei-te sorriste, disse-te: vem comigo, anda, vem comigo,
disseste: tenho o meu marido os meus filhos, eu disse: que importa?, tu
disseste: importa nada ou importa tudo, importa, eu disse: isso não é
resposta que se dê, e tu então: vá vai deixa-me tenho medo, e eu
ainda: porquê medo? não terás medo, e ela: não posso
não consigo não sou capaz e tenho medo adeus adeus adeus, e eu
chamando ainda por ti por ela e ela afastando-se nem sequer olhando para
trás.Perdi-me na rua naquela quinta-feira
à tarde, não sei bem como, não me lembro senão disto:
perdi-me na rua, comecei a andar pelas ruas que não conhecia, toda a noite
andei, de manhã acordei na minha,tenda,
onde eu julgava que era a minha tenda mas não era, acordei ali cansado,
gasto, parecia regressar de uma guerra e talvez fosse verdade, devia ser, eu
regressava da guerra embora não tivesse deixado de estar à margem da
guerra. I
will find you (Clannad)Hope is your
survivalA captive path I
leadNo matter where you
goI will find
youIf it takes a long long
timeNo matter where you
goI will find
youIf it takes a thousand
years(Mohican)NachgochemaAnetahaAnachemowaganNo
matter where you goI will find
youIn the place with no
frontiersNo matter where you
goI will find
youIf it takes a thousand
years(Cherokee)Hale
wú yu ga I svDo na dio sv
IWi ja lo svHa
le wú yuDo na dlo
svNo matter where you
goI will find
youIf it takes a long long
timeNo matter where you
goI will find
youIf it takes a thousand
yearsNo matter where you
goI will find
youIn the place with no
frontiersNo matter where you
goI will find
youIf it takes a thousand
yearsNo matter where you
goI will find
you Retrato
breve de J. B. – excerto.4 (João
Camilo)Não sei se praia era o que me
apetecia mas dei dois passos a rua era enorme não tinha fim não vi o
fim mas dei dois passos e estava deitado na areia ao fundo a areia era mais
escura húmida mole fui e vi os pés enterraram-se-me na areia, mole e
húmida e mais escura por isso vi e digo e depois era a água do mar e
eu ali deitado na areia seca e quente macia e quente fina e quente queimando-me
as costas eu ali deitado via o sol ou antes o sol cegava-me os olhos mas
não o via e depois lá adiante era o mar pus a mão como pala sobre
os olhos e vi que era o mar portanto ali era a praia e eu ali era na praia que
estava não me lembrava de mais nem me apeteceu lembrar-me de mais a areia
quente era macia e queimava-me as costas lentamente suave me queimava as costas
depois virei as costas ao sol a areia começou a queimar-me a barriga os
olhos o rosto os lábios as pernas depois virei a barriga ao sol e a areia
de novo queimando as minhas costas e assim sempre todo o tempo estava-se bem ali
não tinha memória eu de outro tempo como aquele no entanto não
sei se era cansado que estava ou se foi o mar ao longe que me apeteceu e fui-me
dentro dele e molhei os pés e as pernas o corpo todo das pernas para cima
custou um pouco mais estava fria a água ou foi porque eu vinha da areia
quente ardendo e a achei fria mas das pernas para cima eu sabia que era mais
difícil por isso deixei de ter medo ou continuei tendo medo mas foi
correndo que me meti na água fria foi correndo que me meti no mar e nadei
nadei e corri no mar e voei no mar e dormi no mar e de costas para o mar olhei o
sol agora os olhos húmidos era outro sol estava-se bem ali creio que estava
lembro-me ou se não me lembro é o
mesmo.Depois à tarde abri a janela
do meu quarto e saltei. Do rés-do-chão para a rua. Livre. Livre das
paredes. Havia as casas na rua. Corro a rua na rua é o deserto. Liberto-me
dos muros das casas. Só não das cores das formas. Caminhar no deserto,
a areia é quente e amarela, procura-se o espaço sem cor onde nem
árvores nem temperatura, nada para além da cor do nosso ser, se o
nosso ser tem cor. Divago. Crio o espaço nenhum — criaria. Crio o
tempo nenhum — não sinto que envelheço. Crio a cor nenhuma
— dentro de mim a cor dilui-se na falta de memória. A temperatura
nenhuma — abstraio desses acidentes. Sobretudo divago e não me
importo. Indiferente, mas muito mais do que isso e muito menos do que isso. No
grau zero da escala, nem acima nem abaixo. Devia acabar aqui. Começar aqui,
na verdade. Porque onde se acaba começa-se, onde se começa acaba-se,
deixo no presente do indicativo mas outros tempos e modos são de admitir,
não exemplifico, não me apetece, perceberam já. Acabarei portanto
ou começarei. No princípio está o fim e no fim está o
princípio. Se não estão poderiam estar. Tudo hipóteses e
não digo hipóteses de alguma coisa. Eu deveria por exemplo ter
começado por precisar sobre os termos: dizer digo disse direi, etc. A culpa
de as coisas se terem passado como se passaram, irremediavelmente, deve ser
daquela voz de uma tarde ou de uma noite, daquela voz ou daquelas vozes
sussurrando nos meus ouvidos, deslizando, entrando pelos meus olhos. Não
exactamente a culpa mas o motivo. Nem o motivo, talvez o
princípio. From
the beginning (Emerson, Lake &
Palmer)There might have been things I
missed But don't be unkind
It don't mean I'm blind
Perhaps there's a thing or two
I think of lying in bed
I shouldn't have said
But there it is
You see it's all clear
You were meant to be here
From the beginning
Maybe I might have changed
And not been so cruel
Not been such a fool
Whatever was done is done
I just can't recall
It doesn't matter at all
You see it's all clear
You were meant to be here
From the
beginning Genérico
finalE depois de repente
recomeço a andar, a rua à minha frente é larga e comprida,
cinzentas as casas nas margens da rua, entro num café e sento-me,
põem-me na rua. Vou, continuo, a rua é larga e comprida, entro noutro
café, de novo põem-me na rua. Penso: o que é que eu tenho ou
não tenho? e continuo a andar. Começa a faltar-me a coragem para sair
da rua, ou não me interessa muito sair da rua, não faço ideia,
entro num café, sento-me, tomo café. Sinto-me mal, apetece-me mijar,
volto à rua. Nunca devia ter saído da rua, já devia saber que
sempre que saio me acontecem coisas desagradáveis. No entanto entrei
naquela rua ainda em mais cinquenta cafés e se não me punham na rua
era eu que me ia
embora.Com
amizade: Davy Spillane, Rhonda Lorence, Prefab Sprout, Maria Montell, Clannad,
Emmerson, Lake and Palmer, João Camilo e José-António
MoreiraSejam felizes!,
pelo menos, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos
próximos dias… no resto das vossas vidas, se forem
capazes!And in the
endthe love you'll
takeis equal to the love you
make
Posted: Sex - Fevereiro 15, 2008 at 12:00 AM
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Ecos dos Sons da Escrita
Antes do Podcasting, já existia o Sons da Escrita. Artigo publicado por Ana Ferreira [1 de Setembro de 2005].
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
ScreenShots dos Tops do agregador iTunes [6 de Janeiro de 2006].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Anúncio do Encontro de Podcasters no Festival Black & White, na Universidade Católica do Porto [30 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
Entrevista conduzida por João Paulo Meneses aos Sons da Escrita, que foi para o ar na TSF, no programa 'rádio.com' [22 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Texto publicado no Blog 'A nossa rádio' — ouvintes com opinião, por Álvaro José Ferreira [19 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita foram destacados como Podcast da Semana pelo 'Podcasting sapo.pt' [13 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes em 30 de Setembro [30 de Setembro de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes em 31 de Outubro [1 de Novembro de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes em 30 de Novembro [1 de Dezembro de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast, qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
Os SONS da ESCRITA são um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' (sites que acolhem listagens de Podcasts) a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Depois, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
Agregadores
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a coleção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'
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