Compasso
a compasso, palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.
Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.
Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.
Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira.
A
invenção do amor (1) (Daniel
Filipe)
Em todas as esquinas da cidade,
nas paredes dos bares, à porta dos edifícios públicos, nas
janelas dos autocarros, mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de
aparelhos de rádio e detergentes, na vitrine da pequena loja onde não
entra ninguém, no átrio da estação de caminhos de ferro que
foi o lar da nossa esperança de fuga, um cartaz denuncia o nosso
amor. Em letras enormes, do tamanho do medo,
da solidão, da angústia, um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel, numa tarde de chuva, entre zunidos de conversa,
e inventaram o amor com carácter de urgência, deixando cair dos ombros
o fardo incómodo da monotonia
quotidiana. Um homem e uma mulher que tinham
olhos e coração e fome de ternura e souberam entender-se sem palavras
inúteis. Apenas o silêncio. A descoberta. A estranheza de um sorriso
natural e inesperado. Não saíram de
mãos dadas para a humidade diurna. Despediram-se e cada um tomou um rumo
diferente, embora, subterrâneamente, unidos pela invenção
conjunta de um amor subitamente
imperativo.
Um homem, uma mulher, um
cartaz de denúncia colado em todas as esquinas da
cidade. A rádio já falou. A TV
denuncia iminente a captura. A polícia de costumes, avisada, procura os
dois amantes nos becos e avenidas. Onde houver uma flor rubra e essencial é
possível que se escondam, tremendo a cada batida na porta fechada para o
mundo. É preciso encontrá-los antes
que seja tarde! Antes que o exemplo frutifique. Antes que a invenção
do amor se processe em cadeia! Há
pesadas sanções paras os que auxiliarem os
fugitivos Chamem as tropas aquarteladas na
província, convoquem os reservistas, os bombeiros, os elementos da defesa
passiva. Todos! Decrete-se a lei marcial com
todas as suas consequências! O perigo
justifica-o! Um homem e uma mulher
conheceram-se, amaram-se, perderam-se no labirinto da
cidade! É indispensável
encontrá-los, dominá-los, convencê-los, antes que seja demasiado
tarde e a memória da infância nos jardins escondidos acorde a
tolerância no coração das
pessoas.
Grande
Hotel (Procol Harum)
Tonight we sleep
on silken sheets We drink fine wine and eat
rare meats On Carousel and gambling
stake Our fortunes speed, and
dissipate. It's candlelight and
chandelier, It's silver plate and crystal
clear. The nights we stay at Hotel
Grand
Tonight we dine at Hotel
Ritz. (A golden dish with every wish
). It's mirrored walls, and velvet
drapes, Dry champagne, and bursting
grapes. Dover sole, and Oeufs
Mornay, Profiteroles and Peach
Flambe, The waiters dance on
fingertips The nights we dine at Hotel Ritz
One more toast to greet the
morn The wine and dine have danced till
dawn Where's my Continental
Bride? We'll Continental slip and
slide Early morning pinch and bite
- (These French girls always like to
fight) It's serenade and
Sarabande, The nights we stay at Hotel
Grand Les nuits qu'on passe à l'Hotel
Grande.
A
invenção do amor (2) (Daniel
Filipe)
Fechem as escolas! Sobretudo
protejam as crianças da
contaminação! Uma agência
comunica que algures, ao sul do rio, um menino pediu uma rosa vermelha e chorou
nervosamente porque lha recusaram! Segundo o director da sua escola é um
pequeno triste, inexplicavelmente dado aos longos silêncios e aos choros
sem razão; aplicado, no entanto, respeitador da
disciplina! Um caso típico de
inadaptação congénita, disseram os psicólogos! Ainda bem que
se revelou a tempo Vai ser internado e
submetido a um tratamento especial de
recuperação. Mas é
possível que haja outros. É absolutamente vital que o diagnóstico
se faça no período primário da doença. E também que se
evite o contágio com o homem e a mulher de que se fala no cartaz colado em
todas as esquinas da cidade.
Está
em jogo o destino da civilização que construímos, o destino das
máquinas, das bombas de hidrogénio, das normas de
discriminação racial, o futuro da estrutura industrial de que nos
orgulhamos, a verdade incontroversa das declarações
políticas. Procurem os guardas dos
antigos universos concentracionários. Precisamos da sua experiência
onde quer que se escondam ao temor do
castigo. Que todos estejam a postos.
Vigilância é a palavra de ordem. Atenção ao homem e à
mulher de que se fala nos cartazes. À mais ligeira dúvida não
hesitem denunciem. Telefonem à policia, ao comissariado, ao Governo Civil.
Não precisam de dar o nome e a morada e garante-se que nenhuma
perseguição será movida, nos casos em que a denúncia venha a
verificar-se falsa. Organizem em cada bairro,
em cada rua, em cada prédio, comissões de vigilância. Está
em jogo a cidade, o país, a civilização do ocidente. Esse homem e
essa mulher têm de ser presos, mesmo que para isso tenhamos de recorrer
às medidas mais drásticas! Por
decisão governamental, estão suspensas as liberdades individuais, a
inviolabilidade do domicílio, o habeas corpus, o sigilo da
correspondência! Em qualquer parte da
cidade um homem e uma mulher amam-se, ilegalmente, espreitam a rua pelo
intervalo das persianas, beijam-se, soluçam baixo e enfrentam a hostilidade
nocturna. É preciso encontrá-los.
É indispensável
descobri-los. Escutem cuidadosamente a todas
as portas antes de bater. É possível que cantem, mas defendam-se de
entender a sua voz! Alguém que os
escutou deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de
lágrimas e, quando foi interrogado em Tribunal de Guerra, respondeu que a
voz e as palavras o faziam feliz, lhe lembravam a infância, campos verdes
floridos, água simples correndo, a brisa nas
montanhas. Foi condenado à morte, é
evidente. É preciso evitar um mal maior. Mas caminhou cantando para o muro
da execução. Foi necessário amordaçá-lo e, mesmo assim,
desprendia-se dele um misterioso halo de uma felicidade
incorrupta.
All
the world loves lovers (Prefab
Sprout)
All the world
loves lovers. All the world
loves people in love Don't
forget it. Don't forget
it. Love whatever the
price All the world loves
lovers. All the world loves
people in love Don't forget
it. - LOVE Love whatever the
price ... LOVE You and I
won't lose our heads the way some lovers
do Saying "This will last
forever" when it's just a year or
two You and I won't be the
fools that other lovers
are Thinking every silver
bottle top potentially a star
still All the world loves
lovers. All the world loves
people in love Don't forget
it. - LOVE Love whatever the
price All the world loves
lovers. All the world loves
people in love Don't forget
it. - LOVE Love whatever the
price We won't make the
promises that every lover
makes Only to find that all
we've made are similar
mistakes No you and I won't
wish for things Like other
lovers do But let's cross our
hearts and hope to die If
none of them come true
'cause All the world loves
lovers. All the world loves
people in love Don't forget
it. - LOVE Love whatever the
price All the world loves
lovers. All the world loves
people in love Don't forget
it. - LOVE Don't forget it. -
LOVE Love whatever the
price All the world loves
lovers. Love whatever the
price. All the world loves
lovers. Love whatever the
price. All the world loves
lovers ...
LOVE.
A
invenção do amor (3) (Daniel
Filipe)
Impõe-se sistematizar as
buscas. Não vale a pena procurá-los nos campos de futebol, no
silêncio das igrejas, nas boites com orquestra privativa. Não
estarão nunca aí. Procurem-nos nas
ruas suburbanas onde nada acontece. A identificação é fácil
– onde estiverem, estará também, pousado sobre a porta um
pássaro desconhecido e admirável ou florirá na soleira a mancha
vegetal de uma flor luminosa. Será
então aí! Engatilhem as armas, invadam a casa, disparem, à queima
roupa, um tiro no coração de cada
um. Vê-los-ão, possivelmente,
dissolver-se no ar. Mas estará completo o esconjuro e podereis voltar
alegremente para junto dos filhos e da
mulher. Mais ai de vós se sentirdes de
súbito o desejo de deixar correr o pranto. Quer dizer que fostes
contagiados, que estais também perdidos para
nós. É preciso nesse caso ter
coragem para desfechar na fronte o tiro indispensável. Não há
outra saída. A cidade o exige. Se um
homem de repente interromper as pesquisas e perguntar quem é e o que faz
ali de armas na mão, já sabeis o que tendes a fazer: matai-o. Amigo,
irmão que seja, matai-o. Mesmo que tenha comido à vossa mesa e
crescido a vosso lado, matai-o. Talvez que ao enquadrá-lo na mira da
espingarda, os seus olhos vos fitem com sobre-humana náusea e deslizem
depois numa tristeza líquida até ao fim da noite. Evitai o apelo, a
prece derradeira – um só golpe mortal, misericordioso, basta para
impor o silêncio secreto e
inviolável. Procurem a mulher e o homem
que num bar de hotel se encontraram numa tarde de
chuva Se tanto for preciso estabeleçam
barricadas, senhas, salvo-condutos, horas de recolher, censura prévia
à Imprensa, tribunais de excepção. Para bem da cidade, do
país, da cultura é preciso encontrar o casal fugitivo que inventou o
amor com carácter de
urgência.
Os jornais da manhã
publicam a notícia de que os viram passar de mãos dadas, sorrindo,
numa rua serena debruada de acácias. Um velho sem família, a
testemunha, diz ter sentido de súbito uma estranha paz interior, uma voz
desprendendo um cheiro a primavera, o doce bafo quente da adolescência
longínqua. No inquérit, oficial,
atónito, afirmou que o homem e a mulher tinham estrelas na fronte e
caminhavam envoltos numa cortina de música com gestos naturais alheios.
Crê-se que a situação vai atingir o climax e a polícia
poderá cumprir o seu dever. Um homem,
uma mulher, um cartaz de denúncia! A voz
do locutor definitiva, nítida! Manchetes
cor de sangue no rosto dos jornais: É
PRECISO ENCONTRÁ-LOS, ANTES QUE SEJA
TARDE!
Hotel
California (Eagles)
On
a dark desert highway, / Cool wind in my hair,
Warm smell of "colitas" /
Rising up through the air,
Up ahead in the distance / I
saw a shimmering light, My
head grew heavy and my sight grew dim, / I had to stop for the
night.
There she stood
in the doorway, / I heard the mission
bell And I was thinkin' to
myself: / "This could be heaven and this could be
hell" Then she lit up a
candle, / And she showed me the
way, There were voices down
the corridor, / I thought I heard them
say
Welcome to the
Hotel California, Such a
lovely place, (Such a lovely place) Such a lovely
face Plenty of room at the
Hotel California, Any time of
year, (Any time of year) You can find it
here
Her mind is
Tiffany-twisted, / She got the Mercedes
Benz, She got a lot of
pretty, pretty boys / she calls
friends How they dance in the
courtyard, / Sweet summer
sweat Some dance to remember,
/ Some dance to
forget
So I called up
the Captain / "Please bring me my
wine" He said, "We haven't
had that spirit here / Since nineteen
sixty-nine" And still those
voices are calling from far away, / Just to hear them
say:
Welcome to the
Hotel California, Such a
lovely place, (Such a lovely place) Such a lovely
face They're livin' it up at
the Hotel California, What a
nice surprise, (What a nice surprise) Bring your
alibis
Mirrors on the
ceiling, / The pink champagne on ice, and she
said: "We are all just
prisoners here, / Of our own device"
And in the master's chambers
/ They gathered for the feast,
They stabbed it with their
steely knives, / But they just can't kill the
beast
Last thing I
remember, I was running for the
door, I had to find the
passage back to the place I was before,
"Relax," said the night man,
"We are programmed to receive,
You can check out anytime
you like... but you can never
leave"
A
invenção do amor (4) (Daniel
Filipe)
Já não basta o
silêncio, a espera conivente, o medo inexplicado, a vida igual a sempre,
conversas de negócios, esperanças de emprego, contrabando de drogas,
aluguer de automóveis. Já não basta ficar frente ao copo vazio no
café povoado ou marinheiro em terra a afogar a distância no corpo sem
mistério da prostituta
anónima! Algures, no labirinto da
cidade, um homem e uma mulher amam-se, espreitam a rua pelo intervalo das
persianas, constroem com urgência um universo do
amor. E é preciso encontrá-los. E
é preciso encontrá-los. Importa
perguntar em que rua se escondem, em que lugar oculto permanecem, resistem,
sonham meses futuros, continentes à espera. Em que sombra se apagam, em que
suave e cúmplice abrigo fraternal deixam correr o tempo, de sentidos
cerrados ao estrépito das armas. Que mãos desconhecidas apertam as
suas no silêncio pressago da cidade
inimiga. Onde quer que desfraldem o
cântico sereno, rasgam densos limites entre o dia e a
noite. E é preciso ir mais longe:
destruir para sempre o pecado da infância, erguer muros de prisão em
círculos fechados, impor a violência, a tirania, o
ódio. No entanto, das esquinas escorre,
em letras enormes, a denúncia total do homem, da mulher, que no bar em
penumbra, numa tarde de chuva, inventaram o amor com carácter de
urgência.
COMUNICADO GOVERNAMENTAL
À IMPRENSA Por diversas razões
sabe-se que não deixaram a cidade. O nosso sistema policial é
óptimo. Estão vigiadas todas as saídas, encerrámos o
aeroporto, patrulhamos os cais. Há inspectores disfarçados em todas
as gares de caminhos de ferro. É na
cidade que é preciso procurá-los, incansavelmente, sem
desfalecimentos. Uma tarefa para um milhão de habitantes. Todos são
necessários, todos são
necessários! Não se preocupem com
os gastos: a Assembleia votou um crédito especial e o ministro das
Finanças tem já prontas as bases de um novo imposto de
Salvação Pública. Depois das
seis da tarde é proibido
circular! Avisa-se a população de
que as forças da ordem atirarão sem prevenir sobre quem quer que seja
depois daquela hora. Esta madrugada, por exemplo, uma patrulha da Guarda matou,
no Cais da Areia, um marinheiro grego que regressava ao seu
navio. Quando chegaram junto dele, acenou aos
soldados, disse qualquer coisa em voz baixa, fechou os olhos e
morreu! Tinha trinta anos e uma família
à espera numa aldeia do Peloponeso. O cônsul tomou conhecimento da
ocorrência e aceitou as desculpas do Governo pelo engano cometido. Afinal
tratava-se apenas de um marinheiro
qualquer. Todos compreenderam que não
era caso para um protesto diplomático e depois, o homem e a mulher que a
polícia procura representam um perigo para nós e para a Grécia,
para todos os países do hemisfério
ocidental. Valem bem o sacrifício de um
marinheiro anónimo que regressava ao seu navio depois da hora estabelecida,
sujo insignificante e, porventura,
bêbado. SEGUE-SE UM PROGRAMA DE
MÚSICA DE
DANÇA.
Cause
we've ended as lovers (Eric Clapton & Jeff
Beck)
(instrumental)
A
invenção do amor (5) (Daniel
Filipe)
Divirtam-se, atordoem-se, mas
não esqueçam o homem e a mulher escondidos em qualquer parte da
cidade. Repete-se: é indispensável
encontrá-los! Um grupo de cidadãos
de relevo ofereceu uma importante recompensa destinada a quem prestar
informações que levem à captura do casal
fugitivo. Apela-se para o civismo de todos os
habitantes. A questão está posta!
É preciso resolvê-la para que a vida reentre na normalidade
habitual! Investigámos nos arquivos!
Nada consta!
Era um homem como qualquer
outro, com um emprego de trinta e oito horas semanais, cinema aos sábados
à noite, domingos sem programa e gosto pelos livros de ficção
científica. Os vizinhos nunca notaram
nada de especial: vinha cedo para casa, não tinha televisão,
deitava-se sobre a cama logo após o jantar e adormecia sem
esforço. Não voltou ao emprego! O
quarto está fechado. Deixou a meio as «Crónicas marcianas».
Perdeu-se precipitadamente no labirinto da cidade à saída do hotel,
numa tarde de chuva.
O pouco que se
sabe da mulher autoriza-nos a crer que se trata de uma rapariga, até aqui,
vulgar. Nenhum sinal característico,
nenhum hábito digno de nota. Gostava de gatos, dizem.Mas, mesmo isso,
não é certo. Trabalhava numa
fábrica de têxteis, como secretária da gerência, era bem
paga e tinha semana inglesa. Passava as férias na Costa da
Caparica. Ninguém lhe conhecia uma
aventura. Em quatro anos de emprego, só
faltou uma vez quando o pai sofreu um colapso
cardíaco. Não pedia
empréstimos na Caixa. Usava saia e blusa e um impermeável vermelho, no
dia em que desapareceu. Esperam por ela, em
casa, duas cartas de amigas, o último número de uma revista de modas,
a boneca espanhola que lhe deram aos sete
anos.
Ficou provado que não se
conheciam. Encontraram-se ocasionalmente num
bar de hotel, numa tarde de chuva, sorriram, inventaram o amor com carácter
de urgência, mergulharam, cantando, no coração da
cidade. Importa descobri-los onde quer que se
escondam, antes que seja demasiado tarde e o amor, como um rio, inunde as
alamedas, praças, becos, calçadas, quebrando as
esquinas. Já não podem escapar. Foi
tudo calculado com rigores matemáticos. Estabeleceu-se o cerco. A
polícia e o exército estão a postos. Prevê-se para breve a
captura do casal fugitivo.
(Mas um
grito de esperança inconsequente vem do fundo da noite envolver a cidade:
au bout du chagrin, une fenêtre ouverte, une fenêtre
eclairée!)
La
chanson des vieux amants (Jacques
Brel)
Bien sûr,
nous eûmes des
orages Vingt ans d'amour,
c'est l'amour fol Mille fois
tu pris ton bagage Mille fois
je pris mon envol Et chaque
meuble se souvient Dans cette
chambre sans berceau Des
éclats des vieilles
tempêtes Plus rien ne
ressemblait à rien Tu
avais perdu le goût de
l'eau Et moi celui de la
conquête
Mais mon
amour Mon doux mon tendre mon
merveilleux amour De l'aube
claire jusqu'à la fin du
jour Je t'aime encore tu sais
je t'aime
Moi, je sais
tous tes sortilèges Tu
sais tous mes
envoûtements Tu m'as
gardé de pièges en
pièges Je t'ai perdue de
temps en temps Bien sûr
tu pris quelques amants Il
fallait bien passer le
temps Il faut bien que le
corps exulte Finalement
finalement Il nous fallut
bien du talent Pour être
vieux sans être
adultes
Et plus le
temps nous fait
cortège Et plus le temps
nous fait tourment Mais
n'est-ce pas le pire
piège Que vivre en paix
pour des amants Bien sûr
tu pleures un peu moins
tôt Je me déchire
un peu plus tard Nous
protégeons moins nos
mystères On laisse moins
faire le hasard On se
méfie du fil de
l'eau Mais c'est toujours la
tendre
guerre.
Que
importa a vã ternura das horas
magoadas, se ao meu redor
perdura o eco das
passadas?
Que importa a
solidão e o não saber onde
ir, se tudo, ao
coração, nos fala de
partir?
Com amizade:
Davy Spillane, Mike Oldfield, José Feliciano, Crosby, Stills & Nash,
Bob Dylan, Adolfo Casais Monteiro e José-António
Moreira
Vá lá!
Sejam felizes! E, se não puderem, sejam felizes
também!
And in the
end the love you'll
take is equal to the love you
make
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast – qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
O SONS da ESCRITA é um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' são sites que acolhem listagens de Podcasts, a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Agora, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a colecção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'