Compasso
a compasso, palavra a palavra, alinham-se, rigorosos, os sons da
escrita.
Quando um homem
interroga a água pura dos sentidos e ousa caminhar, serenamente, os
esquecidos atalhos de todas as memórias, acontecem viagens — viagens
entre o quase tudo e o quase
nada.
Então, da
raíz dos nervos da memória surge a planta de uma vida escutada no
silêncio dos sons da
escrita.
Sons da Escrita
– à volta de uma ideia de José-António
Moreira
As
coisas.1 (Álvaro de Magalhães) Por
que é que as coisas são assim
tanto como são? Por que não
são outras coisas, ao menos de vez em
quando e às vezes são mais ou menos
e outras menos ou
mais? Por que é que as coisas são
sempre assim tão tais e
quais? Por que é que os relógios,
em vez de horas não dão peras ou
maçãs E os calendários nunca
vão de férias ou fazem gazeta ou
apanham uma gripe e ficam de cama e nesse dia
não há dia? Por que é que este
piano não é às vezes viola
ou então as duas coisas
e também
violoncelo ou o que lhe der na
cabeça? Ou, então, em vez de tocar,
se senta numa
cadeira e nos fica a ouvir a nós
e depois
diz: “tenho de mandar afinar esta
pessoa”? E não rói as unhas,
nem faz pino, nem joga
futebol, nem veste um fato de
banho e vai à praia no
Verão?
Why
does it always rain on me? (Travis)
I
can't sleep tonight Everybody saying
everything's alright Still I can't close my
eyes I'm seeing a tunnel at the end of all
these lights
Sunny
days Where have you
gone? I get the strangest feeling when you
belong. Why does it always rain on
me? Is it because I lied when I was
seventeen? Why does it always rain on
me? Even when the sun is
shining I can't avoid the
lightning I can't stand
myself I'm being held up by invisible
men Still life on a shelf
when I got my mind on something
else
Why does it always rain on
me? Is it because I lied when I was
seventeen? Why does it always rain on
me? Even when the sun is
shining I can't avoid the
lightning Oh, where did the blue skies
go? And why is it raining
so? It's so
cold
As
coisas.2 (Álvaro
Magalhães)
Mas por que é que
as coisas são assim tanto como
são? E por que é que elas vão
sempre para os sítios para onde
vão?
E os rios correm para o
mar sem se deter, nem
sequer para beber
água Ou então uma limonada
e não ficam a ver as
montras nem as pessoas nem
nada?
E o Sol se vai sempre embora
e nunca se esquece e
fica connosco pela noite
fora a brincar ou a ver
televisão e quando, de manhã, a
manhã vem lhe diz: “estou
cansado, vou dormir — nem sei as horas
que são?”
Por que é que
as coisas vão sempre para os sítios
para onde vão? E por que é que elas
estão sempre nos sítios que
estão?
E não vão dar uma
volta ou um passeio maior
e ficam lá muito
tempo e seja o tempo que
for?
Por que é que as árvores
não levam os arbustos a passear ao
jardim e lhes compram um balão ou se
metem num comboio para outro sitio qualquer e
levam suas raízes, mais os ramos e as
folhas e os ninhos dos passarinhos?
E
as estátuas, coitadas, que nunca
vão fazer xixi nem podem coçar o
nariz e nunca mudam de
roupa e não se podem
baixar para apanhar as coisas do
chão?
I
can't tell you why (Eagles)
Look at us
baby, up all night Tearing our love apart
Aren't we the same two people who live
through years in the dark?
Ahh...
Every time I try to walk away
Something makes me turn around and stay
And I can't tell you why
When we get crazy,
it just ain't to right,
(try to keep you head, little girl)
Girl, I get lonely, too
You don't have to worry
Just hold on tight
(don't get caught in your little world)
'Cause I love you
Nothing's wrong as far as I can see
We make it harder than it has to be
and I can't tell you why
no, baby, I can't tell you why
I can't tell you why
dunno, baby, I can't tell you why
I can't tell you why
I can't tell you
why
Coisas.3
(Álvaro Magalhães)
Por que
é que as coisas são assim tanto
como são?
E as casas, porque
é que as casas nunca mudam de
pessoas e deixam as que lá
estavam e vão para outras
melhores e chegam lá e batem à
porta delas? Sim , porque é que elas
não vão? Porque é que as
coisas estão sempre no sitio em que
estão?
E andam assim com um ar
de coisas muito
importantes e são tão bem
comportadas e não têm saudades de
outras coisas nem cócegas nos
pés, nem dores de dentes,
nem
imaginação?
Mas por que
é que as coisas são assim tanto
como
são?
Dead
things (Emiliana Torrini)
You're like
me We're both
alone What's the
problem I don't
know With the same
high The same
eyes But you can't borrow my clothes all the
time
Bad
things Dead
things Sad things have to
happen Sometimes
I let the
snow Melt in my
mouth Until my head
hurts Until I'm
out Makes me laugh a
bit Makes me
cry Same way you confuse me all the time
Bad
things Dead
things Sad things have to happen
Sometimes Sometimes Sometimes Sooometimes
À
meia-noite despeço-me do mundo
e corro a abrir a porta dos
meus sonhos. Às vezes, com
a pressa, deixo cair na escada
um sapatinho. Quando de
manhã alguém mo traz, dizendo:
“deixas o sapato em
qualquer lado”, volto a
calçá-lo,
distraidamente, e vou ficando,
outra vez,
desencantado.
Com amizade:
David Spillane, Andreas Vollenweider, Travis, Eagles, Emiliana Torrini, Edite
Morujão, Álvaro Magalhães e José-António
Moreira And in the
end the love you'll
take is equal to the love you
make
A TSF, João Paulo Meneses e João Dias iniciaram a edição de uma série de programas — 'radio.com' — sobre o fenómeno Podcasting. Logo no primeiro programa, foi referido o Sons da Escrita [24 de Outubro de 2005].
Duas ou três notas de balanço e quem vai estar presente no Encontro de Podcasters, a realizar durante o Festival Black & White, da Universidade Católica do Porto [21 de Março de 2006].
Resumo editado do que a TSF, no programa 'radio.com', transmitiu a partir do Encontro de Podcasters, realizado durante o Festival Black & White, organizado pela Universidade Católica do Porto [7 de Abril de 2006].
Resumo editado do que Duarte Velez Grilo e David Rodrigues, responsáveis pelo Podcast 'ptPodcast', publicaram a partir do registo que o Duarte teve a ideia (brilhante, digo eu!) de fazer para a posteridade do que aconteceu na Sessão-Debate, organizada durante o Festival Black & White [8 de Abril de 2006].
O primeiro inquérito feito aos Podcasters portugueses foi objecto do 'radio.com' (TSF), programa de João Paulo Meneses. Mais uma vez é feita uma referência aos Sons da Escrita, que pode ser ouvida num curto resumo editado. O programa completo pode ser ouvido nos arquivos da TSF e diz respeito à edição de 13 de Maio de 2006. O estudo foi realizado por Luís Bonixe, professor da Escola Superior de Educação de Portalegre.
[13 de Maio de 2006].
Os Sons da Escrita foram objecto da atenção do Podcaster Brasileiro, Alexandre Sena, que fez uma incursão sobre o trabalho de Podcasting que se faz em Portugal [22 de Maio de 2006].
No último 'radio.com', programa sobre Podcasting da TSF, João Paulo Meneses passou em revista o que se passou em 8 meses de programas. [3 de Junho de 2006].
Os Sons da Escrita participaram em várias acções de promoção do Podcasting. Depois das Fnac de Santa Catarina, Norte Shopping e Gaia Shopping, foi a vez de Coimbra. Esteve lá a Leonor Fernandes, que escreveu o artigo [21 de Junho de 2006].
Para que conste, ficam registados os tops do iTunes nesta data:
1.º lugar na Categoria 'Artes'
1.º lugar na Categoria 'Literatura'
20.º lugar absoluto.
Podcast? | O que é isso?!
Chegaram aos SONS da ESCRITA, um Podcast – qualquer coisa parecida com um programa de rádio, que se pode ouvir a partir dos computadores.
O SONS da ESCRITA é um AudioBlog ou, para quem preferir, um Podcast. Significa isto que aqui há áudio (Podcast), mas também há texto (Blog). O texto corresponde ao que se pode ouvir em cada programa dos SONS da ESCRITA.
Os 'agregadores' são sites que acolhem listagens de Podcasts, a partir dos quais podem fazer o download dos programas estão listados abaixo. Escolham o que vos aprouver. Basta um click e qualquer um vos levará aos SONS da ESCRITA, na versão áudio.
Os textos de cada emissão, bem como as 'letras' das músicas podem ser encontrados neste Blog na opção 'Ler' correspondente a cada programa.
Qualquer comentário (sempre bem aceite e, mesmo, desejado!) deve ser feito através da opção 'Comentar' correspondente a cada emissão ou por Email, através da opção 'Feedback'. Ninguém ficará sem resposta. A isto poderá chamar-se interacção, que é algo que falta na rádio. Sugestões, críticas arrasadoras e outras indulgências, podem e devem ser feitas!
Recomenda-se que os programas sejam ouvidos por Ciclos, já que há um tema que enquadra cada três programas. Os programas têm edição semanal e serão colocados 'ON AIR' às sextas-feiras.
Os critérios editoriais regem-se por ideias simples. O tema de cada ciclo pode ter origem num texto ou na música de um autor, havendo o cuidado de relacionar os textos com os textos das músicas escolhidas. Algumas vezes, porém, pode acontecer que seja só o ambiente sonoro a ligar as palavras, criando-lhes o contexto julgado mais adequado.
Para maior comodidade, aconselha-se, vivamente, a subscrição do serviço da 'NotifyList.com' (mais abaixo, nesta coluna). A simples inscrição do endereço de email no campo respectivo, produzirá uma mensagem de aviso sobre alterações que acontecerem no Blog SONS da ESCRITA, nomeadamente, a disponibilidade de novos programas. Garantida está a protecção da identidade dos assinantes, a completa ausência de publicidade e o envio de 'emails' mínimo, ou seja, só quando houver alterações significativas no Blog ou quando for disponibilizado um novo programa.
Agora, é só pedir que sejam felizes, nos próximos minutos, nas próximas horas, nos próximos dias, no resto da vossa vida, se forem capazes.
Lembrem-se, apenas, que 'in the end, the love you'll take is equal to the love you make'.
É necessário ter o iTunes instalado. O iTunes, para além de ser absolutamente gratuito, permite não só aceder aos Podcasts ali listados, como, também, organizar a colecção de música de cada um. Tem tantas possibilidades que só uma exploração mais longa pode desvendar. Depois se abrir o iTunes é necessário seleccionar, na coluna da esquerda, 'Music Store'. Abrir-se-á, então, uma nova janela a partir da qual podem fazer compras, mas, também, aceder aos Podcasts (Choose genre - Podcasts). Chega-se, assim, aos conteúdos em formato Podcast e, para aceder aos Sons da Escrita, basta escolher nas Categorias - 'Arts'. Os Sons da Escrita aparecerão, certamente, na nova janela que se abrirá. Ou, então, basta fazer uma pesquisa por Sons da Escrita. Depois é só subscrever (absolutamente gratuito e não exige qualquer identificação). Podem consultar os 'Tops' nas diversas categorias. Os Sons da Escrita estão incluídos nas categorias 'Arts' e 'Literature'