Cecília Meireles

Hoje, que seja esta ou aquela,
pouco me importa.
Quero apenas parecer bela,
pois, seja qual for, estou morta.
Já fui loura, já fui morena,
Já fui Margarida e Beatriz,
Já fui Maria e Madalena.
Só não pude ser como quis.
Que mal faz, esta cor fingida
do meu cabelo, e do meu rosto,
se tudo é tinta: o mundo, a vida,
o contentamento, o desgosto?
Por fora, serei como queira,
a moda, que vai me matando.
Que me levem pele e caveira
ao nada, não me importa quando.
Mas quem viu, tão dilacerados,
olhos, braços e sonhos seus,
e morreu pelos seus pecados,
falará com Deus.
Falará, coberta de luzes,
do alto penteado ao rubro artelho.
Porque uns expiram sobre cruzes,
outros, buscando-se no espelho.

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Era uma vez um país

Era uma vez um país onde se acusou os professores de absentistas e se tomaram medidas para os "meter na ordem".
Era uma vez um país onde o governo em nome da produtividade e da desburocratização elaborou uma série de medidas para incentivar a produtividade e o crescimento das empresas.
Era uma vez um país onde se pediu aos cidadãos que trabalhassem mais.
Era uma vez um país, sempre o mesmo país, onde 111 dos 230 deputados com assento na Assembleia faltaram. sim, leram bem, FALTARAM. Mas afinal não eram os professores os faltosos? Nâo eram os outros funcionários do estado os acusados de baixa productividade???? e afinal SÃO OS DEPUTADOS QUE FALTAM...
ESTE PAÍS É UMA CHOLDRA - pensar que Eça disse isto há mais de 100 anos e que é TÃO ACTUAL.
DÁ QUE PENSAR.

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Barcelona - Benfica

Sobre o jogo de ontem muito se vai dizer e escrever, criticar e louvar. A mim fica como recordação a fífia do relator da RTP1: "Simão demarca-se, Simão pode marcar, é GOOOOOOO foi ao lado".

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PARABÉNS APPLE

Here's to the crazy ones.

The misfits.

The rebels.

The troublemakers.

The round pegs in the square holes.



The ones who see things differently.

They're not fond of rules.

And they have no respect for the status quo.



You can praise them, disagree with them, quote them,

disbelieve them, glorify or vilify them.

About the only thing you can't do is ignore them.

Because they change things.



They invent. They imagine. They heal.

They explore. They create. They inspire.

They push the human race forward.



Maybe they have to be crazy.

How else can you stare at an empty canvas and see a work of art?
Or sit in silence and hear a song that's never been written?
Or gaze at a red planet and see a laboratory on wheels?

We make tools for these kinds of people.



While some see them as the crazy ones,
we see genius.

Because the people who are crazy enough to think
they can change the world, are the ones who do.

Vamos lá, mais 30 anos, pelo menos.


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Soneto da fidelidade

Um dos meus preferidos, de Vinícius

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.


Vinícius de Moraes (1913 - 1980)

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A Invenção do Amor

O Público publica um poema por semana. eis um que eu adoro:

A Invenção do Amor

Em todas as esquinas da cidade
nas paredes dos bares à porta dos edifícios públicos nas janelas dos autocarros
mesmo naquele muro arruinado por entre anúncios de aparelhos de rádio e detergentes
na vitrine da pequena loja onde não entra ninguém
no átrio da estação de caminhos de ferro que foi o lar da nossa esperança de fuga
um cartaz denuncia o nosso amor

Em letras enormes do tamanho
do medo da solidão da angústia
um cartaz denuncia que um homem e uma mulher
se encontraram num bar de hotel
numa tarde de chuva
entre zunidos de conversa
e inventaram o amor com caracter de urgência
deixando cair dos ombros o fardo incómodo da monotonia quotidiana

Um homem e uma mulher que tinham olhos e coração e fome de ternura
e souberam entender-se sem palavras inúteis
Apenas o silêncio A descoberta A estranheza
de um sorriso natural e inesperado

Não saíram de mãos dadas para a humidade diurna
Despediram-se e cada um tomou um rumo diferente
embora subterraneamente unidos pela invenção conjunta
de um amor subitamente imperativo

Um homem e uma mulher um cartaz denuncia
colado em todas as esquinas da cidade
A rádio já falou A TV anuncia
iminente a captura A policia de costumes avisada
procura os dois amantes nos becos e nas avenidas
Onde houver uma flor rubra e essencial
é possível que se escondam tremendo a cada batida na porta fechada para o mundo
É preciso encontrá-los antes que seja tarde
Antes que o exemplo frutifique Antes
que a invenção do amor se processe em cadeia

Há pesadas sanções para os que auxiliarem os fugitivos
Chamem as tropas aquarteladas na província
Convoquem os reservistas os bombeiros os elementos da defesa passiva
Todos decrete-se a lei marcial com todas as consequências
O perigo justifica-o Um homem e uma mulher
conheceram-se amaram-se perderam-se no labirinto da cidade

É indispensável encontrá-los dominá-los convencê-los
antes que seja tarde
e a memória da infância nos jardins escondidos
acorde a tolerância no coração das pessoas

Fechem as escolas Sobretudo
protejam as crianças da contaminação
uma agência comunica que algures ao sul do rio
um menino pediu uma rosa vermelha
e chorou nervosamente porque lha recusaram
Segundo o director da sua escola é um pequeno triste inexplicavelmente dado
aos longos silêncios e aos choros sem razão
Aplicado no entanto Respeitador da disciplina
Um caso típico de inadaptação congénita disseram os psicólogos
Ainda bem que se revelou a tempo Vai ser internado
e submetido a um tratamento especial de recuperação
Mas é possível que haja outros É absolutamente vital
que o diagnóstico se faça no período primário da doença
E também que se evite o contágio com o homem e a mulher
de que fala no cartaz colado em todas as esquinas da cidade

Está em jogo o destino da civilização que construímos
o destino das máquinas das bombas de hidrogénio das normas de discriminação racial
o futuro da estrutura industrial de que nos orgulhamos
a verdade incontroversa das declarações políticas

...

É possível que cantem
mas defendam-se de entender a sua voz Alguém que os escutou
deixou cair as armas e mergulhou nas mãos o rosto banhado de lágrimas
E quando foi interrogado em Tribunal de Guerra
respondeu que a voz e as palavras o faziam feliz
lhe lembravam a infância Campos verdes floridos
Água simples correndo A brisa das montanhas
Foi condenado à morte é evidente É preciso evitar um mal maior
Mas caminhou cantando para o muro da execução
foi necessário amordaçá-lo e mesmo desprendia-se dele
um misterioso halo de uma felicidade incorrupta

...

Procurem a mulher o homem que num bar
de hotel se encontraram numa tarde de chuva
Se tanto for preciso estabeleçam barricadas
senhas salvo-condutos horas de recolher
censura prévia à Imprensa tribunais de excepção
Para bem da cidade do país da cultura
é preciso encontrar o casal fugitivo
que inventou o amor com carácter de urgência

Os jornais da manhã publicam a notícia
de que os viram passar de mãos dadas sorrindo
numa rua serena debruada de acácias
Um velho sem família a testemunha diz
ter sentido de súbito uma estranha paz interior
uma voz desprendendo um cheiro a primavera
o doce bafo quente da adolescência longínqua


Daniel Filipe (1925 - 1964)
"A Invenção do Amor e Outros Poemas", Lisboa, Presença, 1972

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Fotografias de hoje

Resolvi ir almoçar à Estalagem da Eira do Serrado, já não ia lá desde 2004. Quando subimos estava nevoeiro e como eu uso muito (NOT) as luzes de nevoeiro andei à procura do botão para as ligar, quando parei o carro dei com ele mas quando desci já não foi preciso, o nevoeiro tinha levantado e estava agradável, até com um ar solarengo. Eis as fotos da Eira do Serrado e da Madeira Magic em três páginas: uma, duas, três.

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O meu poema favorito

COMO ELREI DOM PEDRO DE PURTUGAL DISSE POR DONA ENES QUE FORA SUA MOLHER REÇEBIDA, E DA MANEIRA QUE ELLO TEVE

Como te anunciei a noite. Quantas vezes.
Quantas vezes repousei sob a funda obscuridade
do teu sono apenas percebendo uma ou outra pequena voz.
Pela noite procuro o teu terreno hoje
esse mínimo espaço deus estas naves estão desertas
tudo é estranho para o que vive. Sob a noite
encerro o segredo destes ritos
desfazendo este meu corpo paisagem
alimentando um brilho antigo
cabelo que conheci. Digo nada há que valha esta hora


pouco a pouco renuncio ao sol
em favor da água dos teus olhos.

É preciso esperar tanto.

esta morte faz-se lenta
mente não tenho fome nem sede nem desejo
apenas por outro caminho regresso.
São nossas estas naves
o pequeno galgo que repousa
foi o que nasceu do frio que nós aprendemos.

Esta noite perdi-me nos teus dedos
repeti teus passos caminhando não
tão depressa quanto queria.

Vê a paisagem muda. Não descubro sequer
o desespero
e quantas vezes digo não tenho aqui ninguém
apenas esta nave sem dúvida a mais bela
para te mostrar.

Aparentemente nada mudou mas na verdade tudo mudou.
Um vento passa sobre mim o risco
das aves sobre o mar
estas pedras colocadas estes arcos cobertos pelos limos
a tua ausência de pedra desenhada
caminhando para mim.

Não me recordo mais
varreu-se-me a memória do teu rosto sob a pressa das mãos
e no entanto quantas vezes digo
tu não suportas alteração.

É tarde. A lua vai morrer. Deixo-me dormir.

João Miguel Fernandes Jorge

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Primavera
As minhas primeiras Raquéis saúdam a Primavera










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Primavera em poesia

Hojé é o dia mundial da poesia e da floresta

Dia de primavera
— Os pardais no jardim
Tomam banho de areia.

Onitsura

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Primavera

As heras de outras eras água pedra
E passa devagar memória antiga
Com brisa madressilva e primavera
E o desejo da jovem noite nua
Música passando pelas veias
E a sombra da folhagem nas paredes
Descalço o passo sobre os musgos verdes
E a noite transparente e distraída
Com seu sabor de rosa densa e breve
Onde me lembro amor de ter morrido
- Sangue feroz do tempo possuído

Sophia de Mello Breyner Andresen

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Pai

Hoje é o teu dia. Sabes, às vezes tenho umas saudades medonhas de ti. Tu gostavas tanto de festejar, os anos, o Natal, o teu dia, querias sempre um almoço melhorado, como dizias, mesmo que, nos últimos anos, fôssemos depois almoçar fora, ao domingo, para aliviar a mãe da cozinha.
Lembro-me de me contares histórias mirabolantes que me faziam rir até às lágrimas, tinhas tanta imaginação, mesmo depois de chegares a casa cansado de trabalhar tantas horas na rua ao sol e à chuva e ao frio, abrindo caminhos e estradas, e de contares que, antes do 25 de Abril de 1974, quando chovia e vocês não podiam trabalhar não lhes pagavam o dia...
Lembras-te daquela noite de Verão quando estavas a apanhar fresco no quintal e deixaste os sapatos junto do cedro? E eu, que tinha medo de tudo, achei que aquilo era um gato deitado e recusava-me a passar por lá :) tu bem jogavas pedrinhas que eu te dava mas o gato não fugia.
E tu guardavas os meus postais, todos, eu sei que sim, depois de morreres quando fomos arrumar as tuas coisas encontrámos a caixa onde os guardavas, aqueles feitos na escola, os que fiz depois no computador, guardavas todos, guardavas tudo.
Tenho saudades pai de deitar a cabeça no teu colo e de saber que me protegerias e que nada, nada me aconteceria, de ser a tua menina, de ter o teu carinho, de saber que me amavas e amarias sempre, para além de tudo, para sempre.


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Obrigada Benni McCarthy

Quebrou o enguiço dos Barreiros, colocou o FCP nas meias-finais da Taça.


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Joy of Tech

Sou fã deles, sempre com cartoons engraçados que se podem ver aqui.
O desta semana:



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As minhas aventuras nocturnas

Confesso! Já não é a primeira vez que saio de casa em trajes menores a meio da noite. Pronto confessei!
Sinto-me muito mais aliviada por partilhar convosco este lado, até agora desconhecido, da minha personalidade.
Mas antes que desatem a pensar maldades, ai essas cabeças... eu explico.
Vivo num prédio de apartamentos, o meu estacionamento e a arrecadação ficam numa das subcaves. Orta sucede que eu compro 6 pacotes de leites, estão a ver a embalagem não estão? Ok também não faz diferença se não estão! Trago os pacotes de leite para o apartamento de dois em dois. Ora há dias eu quis beber leite a meio da noite, numa das minhas insónias e... não tinha leite. Não estive com meias medidas e lá fui eu à arrecadação buscar o leite, em trajes menores (que não são tão menores como isso) ou seja: pijama e roupão e pantufas.
Hoje sucedeu-me de novo ficar sem leite cá em cima e lá fui eu em mais uma excursão nocturna.
Lamento se os decepcionei, se calhar esperavam um relato mais apimentado de orgias lascivas, não temos.

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Festival da canção

Os portugueses têm a puta da mania de baixarem a cerviz a todos, ainda não entendi porquê. Porque caraças num festival que pretende eleger uma canção para representar Portugal, que, supostamente, devia ser cantada em PORTUGUÊS se metem uma série de canções com metade em inglês. Porquê fazer vir uma barriguda da Austrália para cantar uma canção em inglês com o refrão em português (raio de pronúncia tem aquela luso-descendente) quando há tão boas vozes em Portugal, porque raio não assumir a diferença? Temos uma língua lindíssima, para quê meter inglês em todas as canções se de qualquer modo não nos respeitarão, se a canção que obteve a melhor classificação alguma vez, no festival da canção foi cantada TOTALMENTE em Português. Foi "O meu coração não tem côr" cantada pela Lúcia Moniz, 6.º lugar. Porquê tanto empenho numa boa classificação num festival que não interessa nem ao Menino Jesus, que já não é rampa de lançamento para nada? Porquê a Fátima Lopes no júri? Ela faz vestidos lindíssimos mas.... quem disse que isso a habilita a escolher canções? Ora porra. Sempre quero ver que lugar obteremos, isto se formos sequer seleccionados, se não suceder como no ano passado.

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  • País > Festival da canção


Feel free

Vejam aqui.

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Alma(n)ac

Quero partilhar convosco a emoção de ter um mac, de abrir a caixa dum mac, de ligá-lo, daquele cheiro a novo, do receio de o estragar, enfim, de todas as emoções que nos assaltam em frente de uma máquina novinha em folha e não só essas, do primeiro contacto, também as de trabalhar com ele, instalar um sistema pela primeira vez, ver as inovações.

Para ler o resto visitar o
MacNotícias.

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Mário de Andrade

Poeta modernista brasileiro
Os poemas falam por ele, biografias para quê?


Aceitarás o amor como eu o encaro ?...

Aceitarás o amor como eu o encaro ?...
...Azul bem leve, um nimbo, suavemente
Guarda-te a imagem, como um anteparo
Contra estes móveis de banal presente.

Tudo o que há de melhor e de mais raro
Vive em teu corpo nu de adolescente,
A perna assim jogada e o braço, o claro
Olhar preso no meu, perdidamente.

Não exijas mais nada. Não desejo
Também mais nada, só te olhar, enquanto
A realidade é simples, e isto apenas.

Que grandeza... a evasão total do pejo
Que nasce das imperfeições. O encanto
Que nasce das adorações serenas.

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A tarde se deitava nos meus olhos
E a fuga da hora me entregava abril,
Um sabor familiar de até-logo criava
Um ar, e, não sei porque, te percebi.

Voltei-me em flor. Mas era apenas tua lembrança.
Estavas longe doce amiga e só vi no perfil da cidade
O arcanjo forte do arranha-céu cor de rosa,
Mexendo asas azuis dentro da tarde.

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Quando eu morrer quero ficar,
Não contem aos meus amigos,
Sepultado em minha cidade,
Saudade.

Meus pés enterrem na rua Aurora,
No Paissandu deixem meu sexo,
Na Lopes Chaves a cabeça
Esqueçam.

No Pátio do Colégio afundem
O meu coração paulistano:
Um coração vivo e um defunto
Bem juntos.

Escondam no Correio o ouvido
Direito, o esquerdo nos Telégrafos,
Quero saber da vida alheia
Sereia.

O nariz guardem nos rosais,
A língua no alto do Ipiranga
Para cantar a liberdade.
Saudade...

Os olhos lá no Jaraguá
Assistirão ao que há de vir,
O joelho na Universidade,
Saudade...

As mãos atirem por aí,
Que desvivam como viveram,
As tripas atirem pro Diabo,
Que o espírito será de Deus.
Adeus.

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Pássaro fugitivo?
Estava na minha varanda agora mesmo. Era muito manso, só depois de eu estalar os dedos ele voou. Deve ter fugido.










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Fartei-me do iWeb definitivamente


Aqui está o podcast que estava no site iWeb


Song Name Time Artist Album Genre Size
blog1 02:15 N/A N/A N/A 1.1 MB
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